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  Wálter Maierovitch
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MACONHA: campanha presidencial, um baseado clássico.







Todo interessado em concorrer à cadeira de presidente dos EUA sabe que terá de responder, antes ou depois das convenções partidárias, se fumou maconha alguma vez na vida.



A pergunta é feita sempre depois de uma minuciosa e não revelada investigação jornalística sobre a adolescência e a vida universitária do candidato.



Desde a segunda quinzena de novembro circulavam boatos, --no “bas-fond” da política norte-americana--, sobre um “escândalo esfumaçado” a envolver Obama Barak, que disputará a preferência dos democratas com a também senadora Hillary Clinton.



A respeito, o jornalista Robert Novak divulgara, em 18 de novembro passado, estarem os partidários de Hillary a insinuar sobre um certo escândalo canábico protagonizado por Obama.



Sem querer esconder o passado, Obama resolveu antecipar-se. Poucas semanas atrás revelou, em contato com universitários, que havia fumado maconha, mas que se arrependera disso.

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O assunto parecia morto e o “escândalo canábico” sepultado.



No final de semana, no entanto, Obama foi surpreendido com a intervenção, em comício, de um eleitor.



O eleitor queria saber se Obama era favorável à legalização da maconha para fins terapêuticos.



Parêntese.



A tese da legalização para finalidade médico-terapêutica produz urticárias em Bush. Ele já foi, com sucesso, à Suprema Corte para a declaração de inconstitucionalidade de leis estaduais que admitiam o emprego terapêutico da maconha.



Apesar da inconstitucionalidade, vários estados fizeram-se de desentendidos, pois não eram parte no processo julgado ela Suprema Corte. São os seguintes os estados alvos de Bush, por permitirem o uso médico-terapêutico da marijuana: Alaska, Colorado, Hawai, Maine, Montana, Nevada, Oregon, Vermont, Califórnia e Washington. No Arizona já existe recente permissão, mas a lei ainda precisa ser regulamentada.
Em 1996, a Califórnia foi o primeiro estado norte-americano admitir, por lei, o uso da marijuana terapêutica.



Fechado parêntese.



Obama foi cuidadosa na resposta ao eleitor: -“Não serei contrário se existirem provas científicas e que o emprego seja controlado. A minha posição é de aceitação desde que exista prova científica e para os doutores a marijuana seja a melhor terapia para aliviar a dor do paciente. Aliás, não existe diferença entre a morfina e a cannabis. Mas sou favorável desde que tudo seja regulamentado e acompanhado o seu emprego como inibidor de dor”.



A pergunta que se seguiu foi uma provocação à rival Hillary, com relação ao marido Bill que, em época de campanha, deu resposta pouco convincente: fumei, mas não traguei. No particular, fez escola, pois Fernando Henrique Cardoso, seu admirador e amigo, respondeu ter fumado, mas não gostado.



Sobre se já havia sentido o cheiro de maconha, Obama, --com a platéia a gargalhar e aplaudir a irônica pergunta--, respondeu com bom-humor: “ Não é algo que me orgulhe, foi um erro da minha parte, mas tinha de inalar (tragar).”



Wálter Fanganiello Maierovitch.


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MARADONA: de Canela.






foto do jornal La Repubblica: Maradona Júnior.

No sábado 24, o ex-craque Maradona livrou-se de uma condenação criminal dada como certa, em processo em curso perante a Justiça de Napoli.



O seu filho, Diego Júnior, o acusava de difamação e de mentir ao afirmar que lhe pagava pensão alimentícia.



Quando jogava no Napoli, o ex-craque Maradona teve um filho fora do casamento com a napolitana Cristiana Sinagra.



Em agosto de 2005, num programa de televisão na Argentina por ele conduzido, --intitulado a “A Noite do 10”--, Maradona, em tom de confissão, contou que estava pagando com dinheiro os seus erros da vida, “como o nascimento de Diego Júnior”



A ação teve longa tramitação, dada a dificuldade de citar o ex-craque na Argentina, bem como intimá-lo para atos processuais. Enfim, a fita foi levada à perícia e a expressão difamatória ficou bem comprovada.



Sem muita saída, Maradona pediu desculpa ao filho e frisou que nunca teve a intenção de ofender a sua honra. Mais, Diego Júnior, de 18 anos, vai receber pensão,-- de natureza indenizatória--, até os 25 anos de idade.



O acordo já foi homologado pela Justiça napolitana, depois de Armando Júnior ter dito que aceitava as desculpas do genitor.



Wálter Fanganiello Maierovitch.


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LÍBANO: vazio preocupante.







Desde a infância sempre tive bons amigos libaneses. Só na redação da revista Carta Capital, tenho três. E estou com eles já faz mais de sete anos e todas as quintas-feiras.



Não vou contar que o meu urologista é libanês e isto para evitar a velha piada sobre paixão ligada ao exame de próstata.



Quando o premier e líder sunita Rafiq Hariri foi dinamitado em fevereiro de 2005, balbuciei muitos palavrões, todos seguidos da palavra “covardes”. Na explosão do caminhão-bomba morreram, além de Hariri, outros 22 libaneses.



Mandei meu coração participar, em março de 2005, da Revolução dos Cedros. Um megaprotesto contra o assassinato de Hariri e pela retirada das tropas Sírias invasoras.



Ontem, Emile Lahoud, um filo-sírio de 71 anos, esperou o relógio marcar meia-noite. Deu por terminado o seu mandato de presidente do Líbano, -- que durou nove anos (6 constitucionais + 3 de prorrogação).



Durante a semana, o Parlamento não conseguiu eleger o seu sucessor, que deverá ser um cristão, numa fórmula de equilíbrio sempre desequilibrada: Lahoud foi considerado traidor pelos maronitas (cristãos dirigidos pelo patriarca Boutros Sfeir) por suas ligações com os xiitas do hezbollah e com a Síria.



No Parlamento, os sunitas são maioria: os xiitas, em atentados seguidos, matam parlamentares para conquistar a maioria. Assim, procuram derrubar o primeiro ministro Fuad Sinora, que é sunita.



Para golpear Sinora, o presidente Lahoud, minutos antes do término do mandato, deixou uma ordem. Ordem para o general Michel Suleiman. A ordem está sendo interpretada como um decreto de declaração de estado-de-emergência.



Suleiman comanda o Exército. É cristão e candidato de Lahoud à sua sucessão. Na eleição de quarta-feira 21, ele não teve no Parlamento os votos necessários.



Pela ordem deixada por Lahoud, o Exército, comandado pelo general-candidato Suleiman, passou a ser responsável pela manutenção do estado e da segurança. Terá o controle das polícias e da ordem pública, durante o vácuo aberto.



Em síntese, Lahoud colocou Suleiman como se fosse presidente. Pior, o mandato do premier Sinora é contestado: seria ilegítimo o mandato de premier em razão do término do mandato do presidente.

Espera-se que a nova crise esteja resolvida na sexta-feira próxima, quando o Parlamento se reunirá para nova tentativa de eleição de um presidente cristão.



Em crise, o Líbano participará da conferência de paz para o Oriente Médio, que Bush promoverá na terça 27 em Annapolis (Maryland-EUA).

Wálter Fanganiello Maierovitch.

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PCC ganhou de Novo.






O jornalista, professor e escritor Heródoto Barbeiro promoveu pela CBN, na manhã de terça-feira, um debate sobre o veto à lei que instituía audiências judiciais pelo sistema de videoconferência, nos processos criminais.



A resposta sobre o acerto ou erro do veto está hoje nos jornais. Transcrevo a manchete e títulos da Folha de S.Paulo, caderno cotidiano: Criminosos matam policial para soltar presos. Carro que transportava detentos, sem escolta, sofreu emboscada em Cubatão. Um dos cinco homens libertados é ligado à facção criminosa PCC; outro policial teve um infarto ao saber do ataque e também morreu”


Não vou repetir a defesa que, no debate da CBN, fiz desse moderno e constitucional sistema. Como presidente do Instituto Brasileiro Giovanni Falcone (IBGF) venho clamando pela sua adoção no Brasil desde 1993, quando instituído na Itália. Isto no pacote legislativo editado em razão de a criminalidade organizada ter dinamitado os juízes Giovanni Falcone e Paolo Borselino.



Lembro ter dito ao professor Heródoto que a videoconferência acabaria com o “turismo judiciário de presos”. O termo foi usado, no ano 2000, quando o IBGF recebeu e promoveu, no Rio de Janeiro, uma palestra do então procurador antimáfia da Itália, Píer Luigi Vigna.



Como a lei foi vetada e o “turismo judiciário de presos” continua pelo Brasil, é bom lembrar que a supracitada tragédia de quarta-feira 21 não teria acontecido caso adotada a videoconferência. Mais, e nem o arrebatamento do preso.



Dois policiais encarregados de transportar presos do Centro de Detenção de São Vicente para o Fórum do Guarujá foram atacados na rodovia Padre Manoel da Nóbrega. Na ocasião, eles cuidavam do transporte de cinco presos, --um deles membro do famigerado PCC--, que tinham comparecido às audiências realizadas no Fórum do Guarujá.



Quatro automóveis interceptaram o camburão policial e levaram Luiz Eduardo Marcondes, 28 anos e membro do PCC.



Pior. Um policial da escolta morreu e o outro ficou gravemente ferido.



A OAB é contra a videoconferência. Acha importante o contato do juiz com o réu. Só não conta que a lei processual, que é de 1941, não adotou o princípio da identidade física do juiz. Ou seja, o juiz que interroga o réu pode não ser o mesmo que irá julga-lo..



No caso do mensalão, que será julgado pelo Supremo Tribunal Federal, os ministros não farão os interrogatórios dos réus-acusados. O ministro-relator, Joaquim Barbosa, mandou expedir carta-de-ordem a fim de os juízes federais realizarem os interrogatórios.



Wálter Fanganiello Maierovitch.


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CONFIRA.

Quero ver um defensor da audiência in loco se desculpar à família desses policiais!!!

Chi Qo | E - mail | 23/11/07 17:29:35






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RAP toma conta da Espanha. Sucesso absoluto: Por que´non te callas.

.http://tv.repubblica.it/home_page.php?playmode=player&cont_id=14651&showtab=Copertina





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http://tv.repubblica.it/home_page.php?playmode=player&cont_id=14385




Entre os jovens, o rap Rei-Chavez já foi colocado nos celulares. Estima-se que o mercado já faturou 2,0 milhões de euros, ou seja, lucro indireto da cúpula ibero-americana, com Chavez, Zapatero e o rei Juan Carlo.




Wálter Fanganiello Maierovitch

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CONFIRA
.O mais triste de tudo isso é que o Chávez não se calou e continua falandos suas barbaridades!!!

Chi Qo | E - mail | 23/11/07 17:30:57


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NARINAS COMPULSIVAS.







Aumenta o consumo de cocaína na Europa. Já são 4,5 milhões de usuários. E só foram contados os que admitiram expressamente ter consumido cocaína.



O levantamento é do Observatório Europeu das Drogas e da Toxicodependência (Oedt), que funciona em Lisboa (Portugal). Os dados foram apresentados hoje de manhã , em Bruxelas, onde está a sede da União Européia.



Dentre os europeus, 12 milhões usaram cocaína ao menos uma vez nas suas vidas. E em 2006, sempre segundo revelado hoje, 4,4 milhões consumiram o cloridrato de cocaína.



Houve aumento, pois durante o anos 2005 tinham consumido cocaína 3,5 milhões de europeus.



Quanto aos estudantes europeus entre 15 e 16 anos de idade, 2% consumiram cocaína ao menos uma vez. Focados apenas Espanha e Reino Unido, na mesma faixa etária escolar, o porcentaul atinge os 6%.



Na faixa etária entre 15 e 34 anos, 7,5 milhões de europeus consumiram cocaína pelo menos uma vez. Em 2006, foram 3,5 milhões e, no último mês do ano, 1,5 milhões.



Quanto às outras drogas, ocorreu aumento de consumo, mas não significativo como o da cocaína.



Para ter idéia, 70 milhões de europeus admitem ter fumado maconha pelo menos uma vez. Em 2006, foram 23 milhões e, no último mês, 13 milhões.

O ecstasy, apelidada na Europa de “pastilha mágica” , já foi experimentado por 9,5 milhões de europeus.



Só em 2006, o ecstasy foi ingerido por 3 milhões de europeus, sendo 1,0 milhão em dezembro.



Durante a semana, comentaremos outros dados apresentados pelo Observatório europeu. Só para lembrar, desde que deixei em abril de 2000 a secretaria nacional antidrogas da presidência da república, o projeto de Observatório brasileiro que deixei ainda não foi implantado. E deixei avisado que a idéia não era minha, pois o projeto seguia os moldes do europeu, que é sediado em Lisboa.



O dado positivo do levantamento do Observatório da União Européia foi o crescimento do número de pessoas que procuram clínicas para se livrar da dependência.


Wálter Fanganiello Maierovitch.




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CONFERÊNCIA DE PAZ PARA O ORIENTE MÉDIO: 27 novembro 2007.







Uma conferência de paz promovida por Bush, depois da invasão do Iraque sob falsa motivação e das permanentes ameaças de bombardeamento do Irã, parece piada. Mas, quando se está em fim de mandato, com o império a afundar e um lugar na história pouco dignificante, é explicável a tentativa de melhorar o curriculum.



No próximo 27 de novembro (terça-feira), Bush promoverá, em Anápolis (EUA), uma conferência de paz para o Oriente Médio.



Sobre ela, dá para imaginar o que a saudosa Golda Maier, ex-premier de Israel. Golda Maier era muito sincera e conhecia o cenário internacional. Certa vez, ela disse não se conformar com o profeta Moisés. Isto porque Moisés, nos 40 anos que vagou pelo deserto, acabou por parar no único lugar do Oriente Médio que não tem petróleo.



Pelo que circula no planeta das ironias, a conferênccia está a agitar as bolsas-de-apostas de Nova York, Londres e Tóquia. A de Paris não, pois, conforme comentários, estaria a engrossar a greve que já parou a cidade.


O motivo dessa agitação prende-se ao fato de Bush ainda não ter autorizado a divulgação da lista de convidados.



Pela rádio-corredor da Casa Branca, comenta-se que a lista é composta por 40 convidados.



O Brasil estaria nessa lista. Não se sabe de expedições de convites à Venezuela e à Bolívia. Em caso positivo e com relação à Venezuela, espera-se a escalação de alguém para dar um “chega-prá-lá” no Chavez, ou melhor, alguém para fazer o papel do rei da Espanha. Seriam candidatos os presidentes da Colômbia e do Peru.



Quanto ao Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial há a certeza de que serão convidados, pois são até para torneios de golf e festas de peão-boiadeiro no Texas.



Pelo vazado à imprensa, Síria e Líbia receberão convites. O Líbano, com o adiamento da eleição à presidência e os assassinatos de políticos contrários à influência da Síria, será convidado, mas com pouco contribuição a oferecer, no que toca a mecanismo de pacificação.


Quanto ao ditador do Paquistão, poderá estar presente, desde que deixar o comando do exército, se acertar com a oportunista Benazir Butho e terminar com o estado de exceção no país.



O Irã poderá ficar de fora e, aí, Bush cometerá um novo equívoco, comprometedor do sucesso da conferência de paz.



Dentre os “barrados-do-baile” de Bush esarão o Hamas e o Hezbolah. Se vai fazer de conta que essas duas organizações não contam num processo de paz.



Terão cadeiras garantidas o primeiro ministro de Israel, Ehud Olmert, e o presidente palestino Abu Mazen.



Cerca de 17 países árabes serão convidados e o secretário geral da Liga Árabe, Amr Moussa, já confirmou presença.



Além de Bush, que será o anfitrião, teremos a presença de Tony Blair, ex-primeiro ministro britânico. Com isso, ficará patente que a dupla de trapalhões-pinóquios continua unida.



Blair, depois da derrocada, virou uma espécie de “estafeta”, sem carteira-assinada, do chamado “quarteto da paz para o Oriente Médio” formado pelos Estados Unidos, União Européia, Nações Unidas e Rússia.





Pano Rápido. Quanto à conferência, existem duas certezas. Primeira: depois dela e pela Al Jazira do Catar, o Osama bin Laden vai aparecer em vídeo para tecer comentários. Segundo: nada mudará no Oriente Médio com Bush em final de mandato.



Wálter Fanganiello Maierovitch.



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DROGAS: socialistas surpreendem



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O espanhol Partido dos Trabalhadores Socialista (PSOE), do premier Zapatero, posicionou-se contrário ao projeto legislativo que estabelecia a não criminalização do porte de drogas para uso próprio.



Com forte apoio de outros partidos, em especial os conservadores, o projeto de lei apresentado por deputados eco-comunistas (IU-ICV) não recebeu aprovação do Parlamento espanhol e foi para o arquivo.



Pelo projeto, alterava-se parcialmente a lei antidrogas, em vigor desde 1992 e que criminaliza a posse de drogas para consumo em locais públicos, ainda que em pequena quantidade.



A postura dos socialistas foi criticada pelos membros do IU-ICV. Eles falaram em falta de coerência pois, antes de Zapatero chegar ao poder, os socialistas votaram pela aprovação de idêntica proposta legislativa de não criminalização.



O projeto apresentado pelo IU-ICV estava acompanhado de 18 mil assinaturas, colhidas pela Federação das Associações pró Cannabis (Fac).



O presidente da Fac, Martin Barriuso, declarou que a campanha pela não criminalização continuará e arrematou: -“Esperavamos que a criminalização terminasse agora, nessa data em que se lembra o aniversário de morte de Franco, o ditador assassino”.

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PANO RÁPIDO . A postura dos socialistas surpreendeu, pois a Espanha vem adotando medidas avançadas e progressistas com relação às políticas de redução de danos, uso terapêutico da maconha, narcossalas, etc.



Talvez o erro tenha sido o projeto, ao focar na maconha, buscar liberar geral, ou seja, não estabelecer sanções e proibições de natureza administrativa.



Wálter Fanganiello Maierovitch.


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DESMOND TUTU: novo cisma ?







O arcebispo Desmond Tutu, ganhador do Nobel da paz em 1984 pela sua luta pacífica contra o apartheid, gravou uma entrevista bombástica. Ela vai ao ar hoje, pela Rádio 4 da BBC de Londres.



Pelo já vazado, Tutu foi veemente na defesa dos cléricos homossexuais (padres, bispos e arcebispos) da Igreja Anglicana.



No século XVI, o rei Henrique VI, um Tudor casado com Catarina de Aragão, apaixonou-se por Ana Bolena, uma serviçal (dama de honra) da raínha. Agravava o fato de a rainha não conseguir gerar um herdeiro ao trono.



O Vaticano, com o papa Clemente VII a jogar de mão com o rei da Espanha, não concedeu o divórcio a Henrique VIII. Em resumo, ele fundou a Igreja Anglicana, cristã e divorciada da Romana. Com o cisma, de 1534, o rei tornou-se, também, chefe da Igreja.



Nos útimos anos, mais precisamente em 2003, o primaz da Igreja Anglicana, Rowan Willians, de 57 anos, tomou posturas homofóbicas , ou seja, de aversão e discriminação a padres gays. Por exemplo, Willians foi contrário à ordenação, nos EUA , do bispo Gene Robinson, um gay declarado .



Na entrevista gravada, -- a ser divulgada hoje--, Tutu criticou Willians e o acusa de conduta hemofóbica.



Tutu é arcebispo da Igreja anglicana, já no gozo de merecida aposentadoria. Ele disse, na entrevista supracitada, que “ se Deus fosse contra os padres homossexuais, ele o teria seguido nunca”.



O carismático Tutu é casado e tem 4 filhos Wiilians, também casado, tem dois filhos. Eleito para o cargo de arcebispo de Caterbury, Willians conduz 77 milhões de fiéis anglicanos. Das confessionais cristãs, a Igreja Anglicana é a terceira maior.

Nem um avançado câncer de próstata tira de Tutu o sorriso dos lábios ou mesmo a força para lutar pela igualdade e contra as injustiças.



A entrevista de Tutu foi motivada pelo lançamento do seu último livro, intitulado “Deus tem um Sonho” (God has a Dream).



Para Tutu, o tema sobre sexualidade virou obsessão na Igreja, em especial na sua. E ele advertiu que: “-Enquanto o mundo sofre com a pobreza, a aids e as guerras, a Igreja desperdiça energia em discussões se aceita ou não um padre gay”.



Profundo conhecedor dos problemas sociais da África, Tutu, no ano passado e por ocasião do Fórum Social de Nairobi (Quênia), destacou que ”a conduta homofóbica equipara-se ao racismo”.



Ainda em Nairobi, Tutu aproveitou a ocasião para atacar a Igreja católica com relação à proibição do uso de preservativo, importantíssimo na prevenção ao HIV.



Com efeito, aquele que sintonizar a radio 4 da BBC vai se impressionar com as lúcidas colocações de Tutu. Ele não cansou de dizer que o “ o sexo não deve ser motivo de exclusão”.



Numa espécie de “golpe no fígado” dos conservadores, Tutu destacou que o primaz anglicano esquece que “Deus acolhe a todos”.



Tutu insistiu, ainda, em afirmar que homossexualidade não é uma escolha pessoal. E acabou por desabafar: “-Ninguém seria louco de escolher ser gay e viver uma vida exposta ao ódio. Seria como escolher ser negro em uma sociedade racista”.



Wálter Fanganiello Maierovitch.

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CONFIRA.



1. Que homem extraordinário!


Realmente, falta lucidez no que focar das Religiões e Governos!


Tanto sofrimento para muitos e ao mesmo tempo tanta fartura em outros lugares. Não é justo!


Um Abraço!


Chi Qo | E - mail | 21/11/07 17:15:481.

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O Bispo Desmond Tutu tem razão em unir forças com as minorias. A união faz a força. Mas, o cerne da questão das minorias raciais é totalmente diferente do debate a respeito do homossexualismo.


Mas, infelizmente a união de uns, pode representar a “opressão”, a “covardia”, sobre indivíduos isolados ou grupos menores.


As disputas em torno de temas tão delicados estão ficando mais radicais, isso é péssimo. A coisa parece estar no nível da “lei do mais forte”. Do constrangimento.


Estão querendo aprovar uma lei no Congresso Nacional brasileiro, que pode ter como resultado, proibirem as igrejas de se manifestarem contra o homossexualismo (a questão não é a pessoa, mas a prática do ato).


O que fica nítido é que ninguém está preocupado em manter os seus direitos. De preferência, querem tirar o direito dos outros.


Será que ninguém pode levar a sua vida sem querer impedir os outros de exercerem os seus direitos ou trilharem os ditames da sua consciência?


kirkfan | E - mail | 20/11/07 23:47:49



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Por e.mai. CARTA CRÍTICA.


Caros jornalistas e Excelentíssimo Sr. Dr. Wálter Fanganiello Maierovitch,

antes de mais nada desejo enfatizar que não sou um grande pensador ou letrado, portanto peço um pouco de paciência com os possíveis erros. Depois gostaria ainda de parabenizá-los pelo excelente trabalho e dizer que sou um ouvinte assíduo desta rádio. No entanto, fiquei entristecido - e confesso que em um ponto até indignado - com a entrevista de ontem (21/11), principalmente com tratamento dado à minha querida Igreja (Católica Romana).
Sei que o arcebispo anglicano fala da sua Igreja, mas sempre a critica acaba por se voltar à Igreja Católica. Não é a primeira vez que ouço criticas à minha Igreja sem que haja o direito de resposta ou defesa. Além disso, existe uma certa perseguição a ela, como ontem, em que o homossexualismo é condenado não só pela Igreja Católica, mas também por todas as Igrejas Cristãs (pelo menos as mais sérias), no entanto o alvo de críticas é, em sua maioria esmagadora, a minha amada Igreja. Na verdade, o homossexualismo é condenado pelas Igrejas Cristãs, porque isto é doutrina bíblica. Negar a pecaminosidade da prática homossexual é rejeitar uma das bases do cristianismo.



Veja, em momento nenhum disse para condenar o homossexual, mas sim o homossexualismo, ou melhor, a sua prática. Com isso, emerge a discussão o argumento utilizado pelo arcebispo anglicano de que “Deus acolhe a todos”. Ora, por este argumento devemos aceitar também padres assassinos, ladrões, pedófilos e etc. Que Deus acolhe a todos é verdade, mas não quer dizer que Ele consente com o defeito. Realmente me surpreende bastante que o arcebispo e também o Ex. Sr. Dr. Walter Maierovitch esqueceram ou não levaram em conta que isto é uma doutrina Católica dos primeiros tempos cristãos em que, no século IV, Sto Agostinho já dizia que é preciso acolher (ou amar) o pecador e detestar o pecado.



De fato, chamar de homofóbica a atitude da Igreja de condenar o homossexualismo é totalmente imprudente e inverídico. Como dito antes, esta não condena o homossexual mas sim o homossexualismo e em nenhum momento aprova a violência àquele, seja esta física ou psicológica. Com efeito, vemos no próprio CIC (Catecismo da Igreja Católica): “Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito,
compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta.” (CIC 2358). Além disso, ao considerar como homofóbica esta conduta da Igreja, o direito fundamental de crença estará sendo violado.



Fala-se deste preconceito ao homossexual, mas não se fala do preconceito aos cristãos – de modo especial a nós católicos – que sofremos. Não são poucas as vezes e nem são poucos os lugares que somos vítimas disto. Tanto é que até mesmo os Srs a quem endereço este texto podem ter tido este sentimento contrário ao ler a expressão “minha querida Igreja” no primeiro parágrafo.



Também a frase da entrevista “O Vaticano, com o papa Clemente VII a jogar de mão com o rei da Espanha, não concedeu o divórcio a Henrique VIII” é muita mal posta. Ela dá a entender que a minha Igreja concede divórcio e que só não concedeu ao Rei HenriqueVIII por questões políticas. Ora, a posição da Igreja sempre foi muito clara e até mesmo com o Rei não foi diferente. O correto seria “O Vaticano, por não aceitar o divórcio, não o concedeu a Henrique VIII”. Aquela colocação revela má intenção, querendo colocar conspiração onde existe coerência com a doutrina.



Agora quero expor o ponto que me deixou indignado. Na discussão dada na rádio com o Ex. Sr. Dr. Walter Maierovitch e o apresentador (me desculpem, mas não consegui identificá-lo), este argumentou que a condenação do uso de preservativo pela Igreja Católica se baseia na incompatibilidade com a doutrina desta. Segundo o jornalista, esta doutrina permite ao fiel duas alternativas: a abstinência sexual ou a prática do ato sexual apenas para fins de procriação. Além disso, este argumento foi confirmado pelo comentarista. Foi neste ponto que confesso que me indignei, pois não é esta a doutrina Católica. Inúmeras vezes ela (a Igreja) deixou bastante claro que o sexo tem “dois aspectos essenciais, unitivo e procriador” e ainda “o ato conjugal conserva integralmente o sentido de amor mútuo e verdadeiro e sua ordenação para a altíssima vocação do homem para a paternidade” (CIC 2369). Ou ainda “Os atos com os quais os cônjuges se unem íntima e castamente são honestos e dignos. Quando realizados de maneira verdadeiramente humana, significam e favorecem a mútua doação pela qual os esposos se enriquecem com o coração alegre e agradecido.



A sexualidade é fonte de alegria e de prazer:



O próprio Criador... estabeleceu que nesta função (i.é, de geração) os esposos sentissem prazer e satisfação do corpo e do espírito. Portanto, os esposos não fazem nada de mal em procurar este prazer e em gozá-lo. Eles aceitam o que o Criador lhes destinou. Contudo, os esposos devem saber manter-se nos limites de uma moderação justa.



Pela união dos esposos realiza-se o duplo fim do matrimônio: o bem dos cônjuges e a transmissão da vida. Esses dois significados ou valores do casamento não podem ser separados sem alterar a vida espiritual do casal e sem comprometer os bens matrimoniais e o futuro da família.



Assim, o amor conjugal entre o homem e a mulher atende à dupla exigência da fidelidade e da fecundidade.”(CIC 2362-2363)




Portanto, afirmar - e ainda publicamente - que a Igreja diz que o ato sexual tem apenas fins procriativos é um enorme erro doutrinal e jornalístico!! Expõe ao público como verdadeira uma afirmação falsa .



Agradeço pela atenção, mas uma vez peço desculpas pela carência de habilidade nas letras. Parabéns pelo bom trabalho que sempre fazem e, por fim, pedimos (eu e a ética jornalista) que este erro seja corrigido. Tenho certeza que o farão pelo compromisso que têm com a verdade.



Atenciosamente,


Henrique Marra Menegaz, engenheiro eletricista.





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Por e.mail. CARTA, com críticas.


Bom dia,


Sou ouvinte CBN e parabenizo o profissionalismo e a liberdade de expressão exposta pela emissora.


Porém, nesta terça-feira de manhã o respeitado e inteligente professor Wálter Maierovitch teve o espaço na rádio para falar sobre a polêmica entre a Igreja Católica e os padres homossexuais. Apesar de bem exposta a opinião do senhor Maierovitch a rádio não permitiu o mesmo espaço na mídia de uma opinião em contrário ou alguém que possa falar em nome da Igreja Católica sobre o assunto.


Sou veementemente contra qualquer forma de opressão e discriminação contra as minorias porém acredito que se a igreja acha que não deverá aceitar em seu clérico alguém com determinado comportamento por acreditar que fere e contradiz a sua doutrina é de seu direito. Porque insistem em achar que deverá existir de forma natural padres gays? É certo que as pessoas tenham suas opções sexuais e que elas sejam respeitdas assim como se deve respeitar a posição da igreja em não aceitar um sacerdote homossexual.


Saudações.


André Beah





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AMOR REAL:God Save the Queen.





Hoje, a rainha Elizabeth e o príncipe Philip começaram a comemorar sessenta anos de casados: bodas de diamante. O casamento celebrou-se em 20 de novembro de 1947.



Com um casamento assim duradouro e sólido, nada melhor do que voltar a pernoitar em Brodlands, palácio onde passaram a primeira noite de lua-de-mel.



Na manhã de hoje, em Westminster e com 2.500 convidados, foi celebrada a missa comemorativa dos 60 anos. E a rainha é, também, a chefe da Igreja.



Os jornais londrinos tratam do evento e contam passagens da vida em comum do casal e do sempre elegante Philip, duque de Edimburgo.



Para os machistas, o principal registro foi de Lord Charteris, -- ex-secretário de Sua Majestade. Ele contou que o príncipe, desde o casamento, sempre mostrou-se o mesmo homem, com roupas impecáveis, língua afiada, gaffes e a tratar, na vida privada, a rainha como uma esposa.


A provocar os machistas, os tablóides não deixaram de frisar que, nas cerimônias, ele sempre teve de ficar um passo atrás, chamá-la por majestade e, quando das saídas dos recintos, compor o coro do God Save the Queen.

Wálter Fanganiello Maierovitch.


Em tempo.


Hoje faleceu uma das primeiras engenheiras formada no Brasil. Ela era especializada em cálculos e construções de pontes, tendo realizada inúmera para a Estrada de Ferro Sorocabana.


Quase sem memória pela doença, faleceu aos 90 anos de idade, coisa que nunca se sabe ao certo. Quis tomar um banho antes de partir: “alma lavada”.


Sarah Maierovitch Peçanha Henriques era seu nome. Minha saudosa tia nunca quis falar de morte, doença, tristeza ou religião. Foi uma dificuldade, pois ninguém sabia como queria ser enterrada, nem onde.
Enfim, os dois filhos e o marido encontraram o lugar certo para seu repouso: sem túmulo em cima. Apenas jardim e uma pequena placa com o nome.
Dela fica minha infinita admiração e saudade.


Por isso, justifico o atraso na inserção do post de hoje.WFM .


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A GRANDEZA DA SEMANA: quando a infidelidade não conta.








A semana passada o blog registrou a tragédia. Agora, um ato de grandeza e emoção. Aliás, de uma mulher já entrada nos seus 77 anos de idade e com vida marcada pela coerência, coragem e honradez, de uma mulher de 77 anos.



A primeira mulher a ocupar a Corte Suprema de Justiça dos EUA foi Sandra Day O´Connor

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Indicada pelo presidente republicano Ronald Reagan, ela tomou posse, com formal juramento de fidelidade à Constituição em 1981.


A escolha não foi contestada pelos democratas, pois Sandra era uma das primeiras mulheres norte-americanas a seguir a carreira jurídica e gozava de muito respeito.



Na Corte Suprema, Sandra tornou-se modelo de equilíbrio e independência. Teve papel fundamental no enfrentamento de temas jurídico-constitucionais a opor conservadores e progressistas.



Em 2006, Sandra renunciou ao mandato vitalício de ministra da Corte Suprema. A decisão surpreendeu. Sandra deixava a Corte para acompanhar o tratamento do marido John O´Connor, com mal de alzheimer.



Internado e com as células da memória destruídas progressivamente pelo alzheimer, John está internado numa clínica. Não lembra seu nome, não reconhece mais a esposa Sandra e o filho Scott, que continuam a visitá-lo diariamente.



Nesta semana, Scott contou que o pai John, na clínica, vive em companhia de outra mulher, também portadora de alzheimer, em estado avançado.



Para os especialistas norte-americanos, esse fenômeno é muito comum. Segundo o dr. Peter Reed, de Chicago, “ nem nos estágios mais avançados da doença desaparece a necessidade de o paciente ter relações de afeto e intimidade”.



Sandra, uma intelectual de muita lucidez, compreende perfeitamente o fenômeno e não se afasta de John, que teve a memória destruída e apenas sente sua presença de momento.



Numa matéria sobre alzheimer , da KPNX-Channel, Scott conta sobre a importância do momento de felicidade do pai, dentro do terrível e devastador quadro da moléstia.


Uma imagem mostrou, na clínica, um passeio de John de mãos dados com a paciente com a qual convive.




Sandra não dá entrevista a respeito, mas continua, com solidariedade e afeto, a se manter coerente com os motivos que levaram-na a renunciar ao mandato de mais alta magistrada dos EUA.
Wálter Fanganiello Maierovitch.


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Confira os comentários.




1.Que história bonita!



Se todos os americanos fossem tão tolerantes e justos talvez houvesse uma chance de Paz no Mundo!



Um Abraço!



Chi Qo | E - mail | 19/11/07 14:44:501.
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2. Maierovitch,


Por que ela não leva o marido para ser tratado na casa da família? Será que o estágio avançado da doença impede isso? Haveria alguma contra-indicação médica em privá-lo da companhia da “outra” (que está na clínica)? Será que a família está emocionalmente desgastada com a doença do sr. John O connor, considerando melhor que fique na clínica?


Por que ela abdicou do trono na Suprema Corte? Foi somente por solidariedade ao marido ou influiu, também, a possibilidade de vir à tona a notícia de que o marido (com quem é casada?) manter outro relacionamento afetivo, mesmo doente? Será que sua história de vida, como magistrada e mãe-esposa, suportaria toda essa discussão?


Como a sociedade americana (republicana e democrata) vê toda essa situação do doente de Alzheimer? Ainda mais, sendo a esposa quem é?


Acho que pra aumentar minhas chances de entender a atitude dela, teria que ler um pouco mais na mídia norte-americana. De qualquer maneira você me instigou a procurar mais informações...


kirkfan | E - mail | 18/11/07 09:13:22





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ULTRÀ, os racistas hooligans italianos.






foto:Zoro, vaiado por ser negro, teve a solidariedade de Adriano.



Na manhã de hoje, o irmão de Gabriele Sandrini e o advogado da família enlutada convidaram a imprensa para um desmentido, em entrevista coletiva.



Só para lembrar, e conforme detalhado em post abaixo (publicado na quinta feira 15), Gabriele, apelidado de Gabbo, era um “DJ” de 28 anos.



Ele foi morto no domingo em razão de disparo efetuado por um policial rodoviário.



Gabbo, morador em Roma, era torcedor da Lazio. Com outros quatro amigos e numa renault-megane tinham deixado Roma para assistir, no estádio San Siro de Milão, à partida entre a Lazio e a Inter.

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A tragédia ocorreu em Arezzo, na saída de um auto-grill, onde ele e quatro amigos pararam e acabaram se envolvendo em luta corporal com torcedores da Juventus (esquadra de Torino), que viajavam num auto da marca mercedes-benz.



Até quarta-feira 14, data dos funerais de Gabbo e que reuniu milhares de integrantes de diversas torcidas organizadas, só havia uma versão. Ou seja, o supracitado policial rodoviário tinha disparado e atingira fatalmente Gabbo, dentro do automóvel que viajava.



A tragédia e a suspensão de alguns jogos vespertinos marcados para o domingo da morte de Gabbo, -- incluídos os de San Siro e o do time da Roma, no estádio Olímpico--, serviram de pretexto para os “ultrà” (não tem plural, pois terminada em vogal acentuada, como, por exemplo città) enfrentarem o Estado-italiano, simbolizado em policiais e próprios públicos.

O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, manifestou-se a respeito da tragédia com o torcedor Gabbo. Deixou claro que o policial, que deveria disparar para o alto em alerta preventivo, manteve a arma numa altura imprópria, ou seja, elevada à altura de um homem de altura média.



Na quinta-feira, o chefe de polícia de Arezzo (questor) divulgou que no bolso da calça de Gabbo foram encontradas duas pedras com potencial ofensivo: “ Di 8X6 cm e 3 centimetri di spessore, e l'altra di 4X4cm e 3 centimetri di spessore, sassi atti ad offendere".



Gabbo, que integrava uma das torcidas da Lazio (não das mais violentas, segundo o jornal Corriere della Sera), poderia ter participado, segundo estava a investigar a “questura”, de uma “emboscada” armada, no estacionamento do autogril, para atacar os torcedores da Juventus que viajavam na mercedes-benz, procedentes de Napoli (sul) e a caminho de Torino (norte).



O irmão de Gabbo e o advogado da família, com razão , deixaram claro que a chefia de polícia (questura) de Arrezzo empregava diversionismo voltado a enlamear a honra da vítima de um ilegal e mortal disparo policial. Mais ainda, afirmaram que Gabbo tinha pequenos resíduos calcário nos bolsos e não pedras ofensiva: no particular, estavam mal-informados, pois foram encontradas duas pedras, com potencial ofensivo.



Lógico, a questão central está no abuso de poder do policial rodoviário. Segundo as leis italianas e o regulamento das policiais, aplicáveis ao caso, o policial apenas poderia fazer disparo de advertência: a briga tinha terminado. O veículo da marca merceds-benz já estava na estrada. E o renault-megane, no qual viajava Gabbo, encontrava-se, quando do disparo fatal, na alça de acesso à pista de rolamento, no aguardo de oportunidade.
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PANO RÁPIDO . Com ou sem pedras nos bolsos, nada justificava o disparo realizado pelo policial.

Por outro lado, preocupa, como revelou o levantamento feito pelo Observatório de Análises da sede do Ministério do Interior, o fato de a grande maioria das torcidas organizadas são fascistas e neonazistas. Motivos político-ideológico estão a mover os violentos ultrà.


Convém lembrar que os ultrà da Lazio vaiam jogadores negros, ainda que da própria “squadra laziale”.


PRÓ-MEMÓRIA: segue, abaixo, artigo que escrevi em 2005 sobre racismo no futebo italiano, para o site do Instituto Brasileiro Giovanni Falcone (www.ibgf.org.br).



“ Zoro joga futebol no Messina, que disputa a primeira divisão do Campeonato Italiano.




No domingo último (27/11/2005) durante o segundo tempo do jogo Messina x Inter e com dois gols de vantagem para o time de Milão, uma parte da torcida começou um "coro" racista contra Zoro, um negro nascido na Costa do Marfim.




Como os insultos e a intolerância racista não cessavam, Zoro colocou a bola debaixo do braço e dirigiu-se para o banco de reservas, num ato de que estaria disposto a abandonar a partida, diante das manifestações racistas.


A partida foi suspensa e outros jogadores, incluído o brasileiro Adriano da Inter de Milão, convenceram Zoro a voltar ao campo, enquanto os racistas silenciavam.



Em face do ocorrido, a Federação italiana determinou, nesta segunda feira (28 de novembro de 2005), o atraso em 5 minutos para o início de todas as partidas de futebol, incluídas as jogadas na Liga Nacional Diletantista.




Nos 5 minutos estabelecidos, os jogadores ficarão no centro do campo, em protesto contra manifestações de intolerância. Uma faixa contra o racista e a intolerância será exibida.



. O responsável pela Inter de Milão, presidente Massimo Moretti, solidarizou-se com Zoro. Vários dirigentes de futebol ficaram indignados com a repetição, na Itália, de outra manifestação de racismo.



Em Roma e no início da "Coppa Italia", a torcida da Lazio começou a vaiar e ofender os jogadores negros da Lazio quando pegavam na bola. Diante disso, elaborou-se uma campanha contra o racismo, cuja frase era "Faça um gol contra o racismo". À época, Zoro participou ativamente da campanha.




Como se percebe, a campanha não deu certo. O racismo continua e a nova medida ( 5 minutos de atraso nas partidas e exibição de faixas educativas), poderá inibir, por tempo curto, os intolerantes.

Wálter Fanganiello Maierovitch.


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COCAÍNA SALVADORA.








Até as teclas do meu computador sabem que o consumo de drogas proibidas causa danos à saúde física e mental.



A cocaína, por exemplo, nunca foi usada por Pablo Escobar, o, maior traficante do século passado e cujo 15º. aniversário de morte ocorrerá no próximo mês de dezembro. Para ele, divertimento e alegria eram buscadas no esporte (jogava futebol de salão e já foi cartola), na música e em companhias femininas.



No mega-complexo de refino de cocaína da Tranqüilândia, assim chamado porque a polícia nunca chegava perto, Escobar, por vezes, tinha de verificar a “qualidade do produto” destinado à exportação.

O “controle de qualidade”, por Escobar, era feito com uma pitada de cocaína na língua. E isto não causava nenhum efeito psico-ativo no seu organismo. Com tal procedimento ele verifica a acidez do “produto” e, assim, avaliava o equilíbrio entre os insumos químicos utilizados no refino.

Embora causadora de danos, a cocaína, nesta semana, foi usada como “tábua de salvação”. Para salvar vidas.


Um contigente composto por 80 soldados britâncos, --a caminho do Afeganistão e para integrar as tropas coordenadas pela Nato e EUA que mantém o governo Karzai e combatem os talebans--, fez curta escala, para exames e treinamentos, no México, mais especificamente na base militar de Cancun.



Como sabiam que seriam submetidos à testagem sobre consumo de drogas, 17 soldados britânicos, na última tentativa de abortar a chega ao indesejado Afeganistão, usaram cocaína.



Evidentemente, o teste deu positivo (classificação A, ou seja, droga pesada) e os 17 soldados acabaram presos e afastados da missão Afeganistão. O embarque para o Afeganistão estava previsto para março de 2008.



Referidos soldados do exército britânico, -- que consumiram deliberadamente droga proibida para evitar o deslocamento para o Afeganistão-- , integravam a companhia Argyl e Sutherland Highlanders.



Ouvido pela imprensa britânica, um dos desertores, declarou: -“Fizemos isso porque não queríamos morrer no Afeganistão. Muitas pessoas poderão achar que somos covardes. Mas essas pessoas, seguramente, nunca viram a morte na frente dos seus olhos”.



Pelos regulamentos militares britânicos, um usuário de droga é imediatamente afastado da linha de frente das tropas. Nos quartéis vigora a regra da tolerância zero às drogas e todos sabem que, para se afastar, basta ser apanhado com drogas ou em testagens.



Pano Rápido . Pela primeira vez, cocaína salvou vidas. Não, reputações. Nem, cortes militares-penais.

Wálter Fanganiello Maierovitch.





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FUTEBOL: O TERROR DOS ULTRÀ.




Foto Ansa: torcida da Lazio.

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Hoje madruguei para pegar os telejornais italianos. Pega fogo a questão dos ultrà, ou seja, dos membros violentos das torcidas organizadas italianas: os ultrà são uma espécie do gênero hooligans britânicos .



Só para recordar. No domingo de manhã, por volta das 9 horas, ocorreu uma tragédia num auto-gril, próximo de Arezzo. Numa Renault-megane, cinco amigos, todos torcedores da Lazio (região que tem como capital Roma), pretendiam chegar a Milão (norte) para assistir, no final da tarde, o jogo da Lazio contra Inter. A partida estava marcada para o estádio milanês de San Siro.



Os jovens, dentre eles o DJ. Gabriele Sandrini , apelidado de Gabbo , cruzaram, no estacionamento do aut-gril à beira da autoestrada, com torcedores da Juventus de Torino. Esses, estavam numa Mercedez-Bens e procediam de Napoli (sul).



Não levou segundos para o confronto físico, com socos, pontapés de golpes de guarda-chuva.



Do outro lado da pista, separada por intransponível e elevadas grades, passou a viatura da Polistrada, isto é, da polícia rodoviária.



A briga foi interrompida pelo barulho da sirene policial e os conendores entraram nos automóveis e partiram. Só que o policial resolveu impedir a fuga dos ocupantes do Renault-megane. Atirou e o projétil atingiu Gabbo, sentado no banco traseiro, entre dois colegas. Ele morreu na rodovia, às 9,40hs.



As autoridades e os dirigentes esportivos, por cautela, suspenderam algumas partidas do campeonato como, por exemplo Inter contra Lazio e Roma versus Cagliari.



A pretexto da morte de Gabbo, os ultra resolveram atacar, no período da tarde e no horário das partidas suspensas. Tudo começou em Roma e desdobrou para outras grandes cidades, como Milão.



No pós-tragédia e no mundo globalizado da bola, o paroxismo poderá gerar confrontos sangrentos e imprevisíveis.

O juiz Enrico Imprudente, -- que não se perca pelo nome, aceitou ontem, no início da noite, a tese apresentada pelo ministério Público. Ou seja, de agravamento da pena por terrorismo e issto com relação a dois ultra italianos, ou seja, membros de torcidas organizadas, presos no domingo: foram presos quatro ultra em Roma e dez em Milão.

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Pela primeira vez, dois torcedores, --por invasão e depredação de quartéis e ruas--, poderão pegar pena de 12 a 22 anos de prisão.



Essa agravante de pena relativa a terrorismo entrou na lei italiana em 2005 e está no art.207 do código penal.



Para o ministério Público, o objetivo dos , no domingo, foi incutir medo na população e causar a submissão do poder público. Ou seja, agiram como terroristas.



O ministério Público considera, --pela técnica de guerrilha empregada nas ruas de Roma pelos ultra--, ter a violência sido pré-ordenada. E está a a magistratura do ministério Público atrás de centenas de membros das torcidas organizadas da Lazio e da Roma.



Também pela primeira vez, torcidas organizadas inimigas e violentas, da Lazio e da Roma, se uniram para enfrentar o Estado-italiano.



Os alvos, e aí está o valor simbólico em jogo, foram policiais e os próprios públicos. Pareceu o PCC paulista solto em Roma.



Está nítido, para sociólogos, antropólogos e governo que,-- em várias torcidas organizadas italianas--, o componente político-ideológico é o combustível da violência.



Com efeito. Não se trata apemas de vandalismo. Mas, fascismo, racismo, nazismo e extremismos de esquerda e de direita.



Para ter idéia, a Lazio tem três organizadas. Duas são de extrema direita, fascistas e neonazistas: Irriducibili e Banda dei Noantri (“banda do é nois”, numa tradução livre). Uma é de direita moderada: CML 74.



Na esquadra da Roma, são quatro torcidas organizadas. Três compostas por ultrà neofascistas e neonazistas: Boys; Padroni di Casa; Ultras Romani; Ultras. Só uma das organizadas da Roma, chamada Fedayan, é apolítica.



Ontem, os ultrà voltaram a mostrar força, mas, desta vez, sem violência. Os ultrà de toda a Itália foram ao velório do Dj. Gabriele Sandri, de 28 anos e morto pelo supracitado disparado de um policial.

Parêntese. Nessa situação deconfronto em beira de estrada, a lei e os regulamentos, só permitiam tiro para o alto: advertência. O policial fez mira e acertou Gabriele.Parêntese fechado.



Diante da manifestação de força dos ultra, em pleno velório, o ministro do Interior e o premier Rmano Prodi radicalizaram. Disseram, hoje, que as polícias, --que no domingo atuaram apenas na contenção--, estão autorizadas a enfrentar os ultra. Ou seja, guerra à vista



Na igreja de S.Pio X, em Roma (estação Tiburtina do metrô), o ambiente era tenso. O jogador e ídolo Totti estava presente e o chefe de polícia, em nome da corporação, enviou uma coroa de orquídeas.



Por sorte, alguém resolveu colocar para tocar, -- e isso acalmou e desarmou espíritos--- a música da predileção de Gabirelle (Gabbo).



A música chama-se Meravigliosa Creatura, da Gianna Nannini. E este abaixo-assinado, enquanto escreve com muita tristeza, emociona-se com a Missa de Réquiem, de Verdi..

Wálter Fanganiello Maierovitch.





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ESCOBAR VIVE.







O maior traficante de cocaína do século XX chamou-se Pablo Emilio Escobar Gaviria, fundador e chefe do extinto Cartel de Medellín. Ele nasceu em 4 de dezembro de 1949, ou seja, caso vivo estaria próximo dos 59 anos de idade.



Em confronto com o “Bloque de Búsqueda”, -- guiado pela agência norte-americana conhecida por Drug Enforcement Administratio-DEA--, Escobar morreu em 2 de dezembro de 1993. Quando alvejado fatalmente, combatia do telhado da casa onde se refugiava e usava a sua inseparável pistola Sig-Sauer, de 9 milímetros.





Todos os domingos, no jazigo de Escobar e na vizinha Capela Jardines Montesacro, onde foi velado, centenas de pessoas fazem orações, levam oferendas e buscam milagres.



Nas festas nos bairros pobres, de Medellín a Miami, do Chapare boliviano à cidade do México, são tocados “corridos” a louvar El Patrón, apelido dado a Escobar.



Por que permanece Escobar vivo na memória dos colombianos ?



Numa resposta pragmática, Escobar, com os negócios da coca, mantinha 3 milhões de colombianos sob sua direta dependência econômica. Isso, evidentemente, fora os que corrompia, como policiais, funcionários públicos, militares, jornalistas, juízes, etc.



Sua fama era de que tinha nascido pobre e, ao se tornar rico, dava oportunidades e sustento ao povo, que era abandonado pelo Estado e pelos seus corruptos dirigentes.



Na véspera do aniversário de 15 anos de morte de Escobar, como se podia esperar, novos livros são lançados. E até Virginia Vallejo, uma aproveitadora, -- sua ex-amante e colabora da DEA--, resolveu ganhar uns trocados póstumos e arrumar motivo para continuar a viver nos EUA.



O livro de Virginia Vallejo, intitulado Amando Pablo e Odiando Escobar, não traz nenhuma novidade, fora as fofocas que não podem ser desmentidas pelo falecido amante.

A história contada por Virginia Vallejo ao Fantástico de domingo passado, de que Álvaro Uribe, atual presidente da Colômbia e ex-dirigente da área da viação, concedia e renovava breves para pilotos do Expresso da Cocaína (frota de Escobar), é mais conhecida do que Manuel Marulanda, comandante das Farc, nascido em 1930 e apelidado de Tirofijo (tiro certeiro).

Também todos os habitantes da província de Antioqua, cujo capital é Medellín, viram ou sabem de Escobar no enterro do pai de Uribe, um ruralista morto pelas Farc.



Um outro lançamento editorial, esse com seriedade, ganhou páginas do Caderno Mais, do jornal Folha de S.Paulo. É do britânico James Molisson, de 34 anos. O título é The Memory of Pablo Escobar.



Apesar de a Folha considerar a obra como a melhor já produzida, o certo é que não chega aos pés de “El Patrón, vida y muerte de Pablo Escobar”, do jornalista Luis Cañon, edição da Planeta.



A obra de Luis Cañon, que um ano após a morte de Escobar já estava na sexta edição, é extraordinária.

Cañon, já chefe de redação do diário El Pais, professor na Universidade de La Sabana na cadeira de “investigación periodística”, aproveitou sua experiência de documentarista (Planeta prohibido: armas y drogas) e de escritor consagrado (La historia del narcoterrorismo), para colocar, no livro sobre a vida e morte de Escobar, todos os fatos reais sobre esse sanguinário traficante.
Wálter Fanganiello Maierovitch


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CAOS AÉREO NO BRASIL E O AVIÃO DOS SONHOS.


foto: airbus A300, da antiga VASP.



Depois de muita espera em aeroportos e reflexões, acho que a solução para resolver o problema aéreo no Brasil chama-se Bahadur Grupta

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Ele é um engenheiro indiano. Aposentou-se como piloto da Indian Airlines e se tornou um empresário de grande sucesso em Nova Deli, onde é muito admirado.



A Índia é o segundo país mais populoso do planeta. E 99% dos indianos nunca fez uma viagem de avião.



O comandante Grupta, na sua empresa, não permite atrasos. Nem usa o truque do overbook. E venda antecipada como fez a Bra no Brasil, nem pensar.



O comandante Grupta tem sempre um Airbus A300, com 40 lugares, à disposição daqueles que adquirem bilhetes.



O check-in é rapidíssimo. Não há limite de bagagens. As aeromoças são impecáveis. Passam carrinho com refrigerantes, vinhos e comida de primeiríssima. E, com muita atenção, mostram como atar os cintos de segurança, usar as máscaras de oxigênio.

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Nenhuma turbulência ocorre durante os vôos e, pelo observado, os passageiros do Airbus 300 atendem a todas recomendações da tripulação e aos avisos luminosos.



O preço da passagem é uma bagatela, mas sempre com embarque em Nova Deli. Cada bilhete custa a bagatela de 150 rúpias, ou seja, cerca de 4 dólares.



A companhia do Gupta não proporciona programas de milhagens, pois, conforme informam as aeromoças, esse cálculo não pode ser realizado.



Na companhia indiana do comadante Grupta o passageiro pode relaxar e gozar com os bons serviços oferecidos.



A segurança é perfeita, graças às minuciosas revisões. Nunca teve avião que caiu a porta, como já sucedeu no Brasil.



Além disso tudo, o comandante Grupta estimula a fantasia entre os passageiros, que contam com ar condicionado e sistema acústico onde não se ouve ruídos externos. Os passageiros sentem apenas um leve trepidar, em especial nas decolagnes e aterragens.



Como 99% dos indianos nunca subiu num avião, o comandante Grupta coloca seu Airbus 300, sem motor, para as fantasias. O Airbus 300 fica permanentemente estacionado num terreno ao lado do aeroporto de Nova Deli.



O comandante Grupta não engana ninguém. Ao contrário do governo Lula que prometeu e não consegue resolver, minimamente, a crise aérea.



E,por aqui, temos de agüentar o ministro Jobin a criar factóides diários. Como lembra hoje o jornalista Jânio de Freitas, da Folha de S.Paulo, o ministro Jobim não acertou nem na restrição imposta ao aeroporto de Congonhas. E já foi obrigado a mudar, por pressão das companhias áreas.



Para contornar o desrespeito ao cidadão, colocaram a Justiça para funcionar, --na forma de juizados especiais--, em alguns aeroportos brasileiros. Na verdade, uma Justiça para acalmar os que perdem vôos e a paciência.



É uma Justiça que antecipadamente já sabe quem vai perder a causa, ou seja, as companhias de aviação e as Anac da vida.

Trata-se de uma Justiça que usa da fantasia como o comandante Grupta, pois ambos sabem, previamente, que com os bilhetes comprados, os passageiros dificilmente sairão do chão.



Wálter Fanganiello Maierovitch.





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Mausoleu Provisório ?







No terceiro aniversário da morte do líder palestino Yasser Arafat, foi inaugurado ontem, em Ramallah (Cisjordânia), uma mesquita e um mausoléu para abrigar os seus restos mortais. O lugar é conhecido como Mukata, onde estava o quartel-general de Arafat.



Com pedras de Jerusalém, a construção do mausoléu levou dois anos. Destaca-se um minarete de 30 metros de altura, como a apontar para Jerusalém. A construção é por espelho de água, com 184 metros quadrados.



A obra, no seu todo, custou US$1,5 milhões.



Arafat sempre manifestou desejo de ser enterrado em Jerusalém, mas, quando da sua morte, o governo de Israel não concedeu autorização.



Diante disso, sempre se falou que o mausoléu era temporário, pois outro será construída em Jerusalém, que é reivindicada pelos palestinos. Talvez, num plano de paz, se torne território-livre, a abrigar cristãos, judeus e islâmicos.



Nesta segunda-feira 12, será anunciado um prêmio, pela fundação Yasser Arafat, de US$25 mil. A fundação pretende, ainda, instalar um múseo e serão colocados à visitação, por exemplo, a inseparável pistola do líder e os óculos estilo Onassis que usou nos anos 80.



A inauguração, para analistas internacionais, foi considerada uma ocasião para novas conversações entre dirigentes do laico Fatah (criada por Arafat e hoje de apoio a Abu Mazen) e o fundamentalista Hamas.



Até as pedras do mausoléu de Arafat já sabem que ódios eternos em nada contribuem para a harmonia, união e paz.



Wálter Fanganiello Maierovitch.


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CONFIRA.

Jerusalém é um lugar tão sagrado que deveria ser como a sede da ONU: um lugar de política (e religião) mas sem pertencer a nenhum país.


Mas, duvido que Israel aceitasse uma proposta dessas...


E a guerra entre primos próximos e tão parecidos continua...


Pena.


Chi Qo | E - mail | 12/11/07 18:46:18



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A Rainha das Passarelas, o Casa Nova hidráulico e o campeão.






Kate Moss, David Cameron e Mário Travaglini.



Vou contar a frustração do solteirão David Cameron, 41 anos, líder dos conservadores britânicos e principal opositor do premier Gordon Brow, como era antes do Tony Blair.



O sucedido com Cameron conduziu-me ao túnel do tempo. E desci na estação do memorial da minha adolescência, vivida no italianíssimo bairro paulistano do Bom Retiro-Barra Funda.



Por partes. Cameron participava de um evento organizado, em Londres, para recolher fundos para instituições de benemerência.



No evento, encontrou-se com sir. Philip Greeen, empresário de moda e dono da Topshop, que contrata, dentre outras, a top-model Kate Moss

Apesar dos seus problemas com cocaína, internações para desintoxicações e um companheiro problemático, Kate Moss, segundo a revista Time, está entre as 100 pessoas mais influentes do planeta.

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Pelo jeito, os fãs conseguem esquecer os seus excessos. O mesmo ocorre com as grifes. Basta lembrar que, depois do primeiro escândalo com foto de Kate Moss a cheirar “carreira de cocaína”, os contratos rescindidos foram renovados.



Sir. Philiph, sempre no evento beneficente, apresentou, de surpresa, Cameron, 41 anos, a Kate Moss, 33 anos.


Cameron, rápido no gatilho, puxou pela memória e lembrou que Kate Moss possuía uma casa em Oxfordshire, onde fica o seu colégio eleitoral.

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Como Oxfordshire sofreu um alagamento causado pelas chuvas do último verão europeu, Cameron atacou esse tema. Expôs os problemas dos moradores com casas inundadas, a exemplo de Kate Moss. Mostrou-se disposto a auxiliar e apresentou soluções para evitar novos transtornos.



Agradada com a conversa, Kate Moss deu seu telefone para Cameron e avisou que esperava uma sua ligação urgente.



Cameron, por evidente, sentiu-se um Giacomo Casa Nova do século XXI. Aquele que o saudoso cineasta Frederico Fellini (filme Il Casa Nova, de 1976) não chegou a conhecer.



No final de semana, na televisão, Cameron contou a frustração. Esta não foi tão pesada como a do irresistível Casa Nova, na prisão do palácio Ducal, na Ponte dos Suspiros, em Veneza.



Para Kate Moss, Cameron era um encanador (bombeiro) que poderia ser útil na prestaçãode serviços hidráulicos na sua mansão de Oxforshire. Só por isso, forneceu-lhe o telefone. NADA MAIS.

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Nas histórias de conquistas à Casa Nova, meu herói, quando jovem de uns 13 anos, era o Mário Travaglini.



Na divisa dos bairros operários do Bom Retiro e da Barra Funda, na rua Anhanguera, havia a barbearia do Orlando Monteiro, apelidado de “Bolinha” (era gordinho).



No final da tarde, a moçada, como o abaixo-assinado, sentava na calçada, na frente da barbearia. Era para escutar a conversa dos que já possuíam barba para raspar e muitas histórias de conquistas amorosas para contar. Muitas, agora percebo, criadas por imaginações férteis. Puras fantasias.



A barbearia era freqüentada pelo Mario Travaglini, ex-central do Palmeiras, Ipiranga, Seleção Paulista, Nacional. Bem depois, Mário virou técnico de futebol de muito sucesso (1981). Foi técnico do Palmeiras, Corinthians, Fluminense. Dividia com o Rubens Minelli a fama de melhor técnico de futebol da época.



Como o Mário era solteiro, famoso e assediado pelas mulheres, sempre a meninada tomava conhecimento das suas histórias românticas, saídas da barbearia do Orlando.



Atenção. Nunca pela boca do Mário, muito discreto, mas pelo seu confidente Orlando. Muitas vezes, Orlando, em voz alta, lia as cartas que o Mário recebia das fãs e deixava no lixo da barbearia. E choviam cartas, em especial quando ele conseguia marcar bem o Pelé.

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Uma história inesquecível ocorreu, segundo relato do Orlando, no Cine Paris, no coração do Bom Retiro. O Mário, de repente, sentiu dores na nuca, no começo do filme, depois do jornal do Primo Carbonari (outro do Bom Retiro).

A causa da dor de nuca foi descoberta quando Mário olhou para trás. Eram os olhares concentrados de belas moças.

PANO RÁPIDO. Ao contrário do britânico David Cameron, o nosso brasileiríssimo Mário Travaglini não seria confundido com um encanador. Kate Moss cairia nos braços de Travaglini, com as câmaras do Primo Carbonari a documetar para a prosperidade.



Por onde andará o Mário Travaglini ?


Wálter Fanganiello Maierovitch.



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Tragédia da Semana



Foto jornal La Repubblica sobre os soldaos do contingente da ONU-NATO-EUA em Baghlan, depois de explosão camicase que matou 59 crianças.


Depois do covarde ataque de 11 de setembro às torres Gêmeas e ao Pentágono, o então governo dos talebans no Afeganistão, sob regência do mula Omar, foi cobrado a entregar Osama bin Laden, chefe máximo da Al Qaeda: a sede e os campos de treinamentos de terroristas da Al Qaeda era no Afeganistão.



Como todo mundo sabe, a recusa provocou a invasão do Afeganistão, isto há 6 anos.



Derrubado o governo taleban do mula Omar, começou a resistência fundamentalista islâmica para a retomada do poder.



Na terça 6 ocorreu no Afeganistão, mais especificamente na capital da província de Baghlan (Pol-i-Khomri), a pior das tragédias. Também o mais duro golpe sofrido pela missão Enduring Free- Nato, capitaneada pelos EUA.



Um atentado camicase matou 59 crianças, todas estudantes de uma escola pública em Baghlan, uma província do norte, considerada tranqüila e fora da zona de influência dos talebans e da Al Quaeda. Mais de 100 estudantes encontram-se gravemente feridos.



Fora os estudantes, foram mortos cinco professores e seis parlamentares



Tudo sucedeu durante uma solenidade, onde 18 parlamentares deixaram Cabul para participar da inauguração de uma refinaria de açúcar em Baghlan.



A explosão do camicase ocorreu quando uma criança entregava um maço de flores ao deputado xiita Mustafá Kazimi, com fortes vínculos com Teerã (Irã): os sunitas são majoritários do Afeganistão e a Al Qaeda é fundamentalista sunita.



A tragédia, até agora com 59 crianças mortas (entre 10 e 15 anos de idade), mostra como, depois de 6 anos, as forças, locais e internacionais, não conseguem dar segurança aos 26 milhões de cidadãos afegãos.



O autor do ataque tinha plena consciência de que eliminaria crianças, todas colocadas à frente de 18 deputados convidados para a solenidade deinauguração da refinaria de açúcar.

Até o momento, nem talebans e nem a Al Qaeda reivindicaram a autoria do atentato.



Para especialistas, deve-se ao fato de que não previam tantas crianças inocentes mortas. Em síntese, não pecaria bem a imagem de matar criancinhas, ou seja, inocentes estudantes.



PANO RÁPIDO. Mais uma vez foi revelado o lado covarde dos terroristas da Al Qaeda e dos fanáticos talebans



Wálter Fanganiello Maierovitch.





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A Máfia vai à Praia.





Foto: Sicília-Cefalù.



Ninguém é de ferro. Afinal, a lei obriga a concessão de férias.



Engraçado é que até a Cosa Nostra, fora-da-lei , abre exceções, ou seja, cumpre a lei. Lógico, com relação a direitos trabalhistas do chefão. Assim, concede férias remuneradas ao capo dei capi.



Com a prisão de Salvatore Lo Piccolo, ocorrida na segunda-feira passada, descobriu-se que o chefão (“premier” do Conselho de ministros da Cosa Nostra) recebe “salário” e “férias”.



O chefe da maior organização criminosa mundial, que já faturou em 2007 cerca de 900 milhões de euros (7% do “prodotto interno lordo” italiano), recebe das “famiglie mafiose” 40 mil euros por mês.



Quanto às férias, a polícia encontrou com Lo Piccolo um álbum de fotografias de família.



Com chinelos, bermudas e camiseta, Lo Piccolo, bronzeado, aparece em fotografias na praia.



Lo Piccolo era foragido da Justiça e, sem sair da Sicília ou deixar a Cosa Nostra, foi procurado pela polícia durante 23 anos.



Contra a esposa Rosalia e o filho mais novo, Cláudio, não pendiam mandados de prisão. Eles viviam em S. Lorenzo, cidade vizinha a Palermo, freqüentavam a missa aos domingos e o local de residência era conhecido pela polícia e a Justiça.



Nas fotos das férias, o capo Lo Piccolo, 62 anos, aparece ao lado da mulher, do filho Cláudio, da nora e da netinha. Todos em trajes de praianos.



Conhecido por “barão” entre os “picciotti” (soldados de máfia) e chamado pela família e amigos de “Totuccio”, Lo Piccolo, nas fotografias de férias em praias sicilianas, apenas não contava com a companhia do filho Calogero. E isto porque cumpre longa pena por associação mafiosa.



PANO RÁPIDO. Pelas fotos, ficou evidente que a polícia, nos 23 anos de fuga de Lo Piccolo, nunca se interessou em vigiar a sua mulher Rosália e o filho Cláudio, de 29 anos.



Eles não acompanharam Lo Piccolo na fuga. Mantiveram-se na residência da família, em lugar certo e conhecido.



É isso: a movimentação familiar não era vigiada. Ou será, caro e paciente leitor, que as férias da polícia coincidiam com a do "Padrino" ?



Wálter Fanganiello Maierovitch.





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Censura e Discriminação. Catão, o censor na Câmara Federal.


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fotos da brasileira Rogéria e da deputada italiana Wladimir Luxúria.



Marco Pórcio Catão (243-149aC) começou como advogado. Depois virou pretor, tribuno e cônsul. Escreveu vários livros: calcula-se mais de 80.



Em 184 aC, ele se tornou censor: Virou Catão, o censor



Como censor romano fez de tudo para evitar que a cultura helênica penetrasse e impregnasse Roma. Ele considerava a cultura grega permissiva. E as pinturas e esculturas gregas julgava-as atentatória à moral romana.



Catão, o censor, pregava abertamente a destruição de Cartago: “Delenda Cartago”.

Não estava mais vivo quando Cartago foi destruída pelos romanos, fato que levou uma maior assimilação cultural, ou seja, o contrário do imaginado por Catão, o censor.


Ontem o o espírito de Catão-censor baixou em Brasília, na Câmara dos Deputados. Também na cidade italiana de Foggia, na sede do bispado católico.



Na nossa Câmara dos Deputados, Catão-o censor, --encarnou na pessoa de uma mulher, diretora responsável por eventos culturais da Casa. Ela rasgou a Constituição e censurou a exposição fotográfica realizada em espaço cultural.



Catão, o censor, mandou esconder, numa cabine, a fotografia do transexual Rogéria. Em resumo, foto da Rogéria, só para maiores de idade.



Na exposição intitulada “Heróis”, --do consagrado fotógrafo Luís Garrido--, aparece Rogéria vestida apenas com camisa e gravata. Uma fato de dez anos atrás, que ficou muito conhecida.



Garrido, nessa exposição, apresenta muitas fotos da sua vitoriosa carreira. Tem Lula, o saudoso Betinho e até do Collor de Mello, esta fotografia, aliás, não censurada.



A colocação da foto de Rogéria numa cabine, sob argumento de a Câmara ser muito visitada por crianças e adolescentes em excursões de colégios, chega a lembrar o tapa-sexo que a Igreja colocou, -- e ainda não tirou—, na escultura O Cristo Ressuscitado (1519), de Michelangelo. A obra está na igreja de Santa Maria sopra Minerva, atrás do Pantheon (27 aC), ou seja, no coração de Roma.



Com efeito. É lamentável que a direção da nossa Câmara Federal de Deputados confunda arte com violência às crianças e adolescentes.

Na Câmara, ao esquecer que a Constituição proíbe a censura e a discriminação, deu-se uma interpretação de Catão, o censor, ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).



Por outro lado, e também ontem, a parlamentar italiana conhecida por Wladimir Luxúria (nome artístico de Wladimir Guadagno), do Partido da Refundação Comunista, foi vítima de discriminação.



Luxúria, --primeira e única deputada européia transexual--, acabou vetada como testemunha do casamento religioso da sua prima Sara.



O bispo Francesco Pio Tamburino, da cidade de Foggia, não aceitou a transexual como testemunha. O casamento está marcado para setembro do próximo ano e Luxúria afirmou que a decisão parece ter sido dada no Medioevo (Idade Média).



Em razão do escândalo provocado, o bispo Francesco Pio voltou atrás. Isto depois de avisado que, pelo Código Canônico, só estão impedidos de testemunhar os menores de 18 anos. A deputada italiana Luxúria tem 42 anos.



Vamos aguardar que o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia, casse a deliberação de Catão, o censor e acabe com a censura ao trabalho de Garrido e a discriminação feita a Rogéria.



Quanto à Luxúria, passou por constrangimentos piores. Foi agredida em Moscou quando da tentativa, abortada pela polícia, de realização, pela primeira vez na Rússia, do “Dia do Orgulho Gay”.

No ano passado, na sede da Câmara (palazzo Montecitorio), Luxúria foi expulsa, pela sua colega Elizabetta Gardine, da direita italiana, do banheiro das deputadas: motivo, era gay e na certidão de nascimento estava registrado “sexo masculino”.



Wálter Fanganiello Maierovitch.



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Confira o comentário recebido.


Mais do que preconceito contra homossexuais, acho que é a bancada evangélica ou a vergonha pela nudez (na verdade um semi-nu) da pessoa fotografada é que causou a rejeição.

Num país tropical, com um carnaval cheio de luxúria, nudez e sensualidade... é incrível como certas parcelas da população ainda preservam um posicionamento tão arcaico e preconceituoso contra o corpo humano!

Até parece que estamos no Japão onde não podem aparecer os pelos púbicos!

Chi Qo | E - mail | 08/11/07 17:12:41.






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A MÁFIA USA ROLEX.






Não precisa ser "expert" para saber que os suíços fazem os melhores relógios. E os da marca “rolex” despertam atração especial, pois essa marca de relógios passou a representar indicativo de status social.



Na velha Cosa Nostra, o “rolex” era guardado nas caixas de jóias dos “capo-dei-capi”. Era investimento e, no caso de imprevisto, fugia-se com objeto de venda fácil. Muitos dos “Rolex” habitaram caixas-fortes de bancos, pois já foram esconderijos seguros.



Totó Riina, que governou a Cosa Nostra, tinha alguns relógios “rolex” guardados. Os relógios e parte das jóias de Riina foram encontradas apreendidas pela Justiça.



Riina era potentíssimo. Declarou guerra contra o Estado italiano. Mandou dinamitar Roma, Florença e Milão. Também os juízes Giovanni Falcone e Paolo Borselino.



Morador em luxuoso condomínio na região nobre de Palermo, ficou “foragido” de julho de 1979 até sua prisão em janeiro de 1993.



Na segunda-feira passada, conforme “posts” deste blog, a polícia italiana prendeu Salvatore Lo Piccolo, capo da Máfia, na sucessão de Riina e Bernardo Provenzano. Ele estava “foragido” desde 1983, sem sair de Palermo, como os antecessores.

Lo Piccolo, de 65 anos, faz parte de uma nova geração de mafiosos que só vestem roupa de griffe famosa e andam em veículos caros.

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Na segunda 5, Lo Piccolo chegou algemado à chefatura de polícia (Questura di Palemo). E as algemas colocadas nos seus braços tinham como companhia um “Rolex Precision”.



Com Lo Piccolo foi preso seu filho Sandro, de 32 anos e com a função de guarda-costa do genitor poderoso. Sandrino, como conhecido, também se veste de forma impecável. Prefere hábitos esportivos e exibe um corte especial de cabelo (mantido com gel-fixador).

As algemas colocadas em Sandrino tinham companhia, ou seja, um “Rolex Daytona”.



O mafioso Francesco Francese, lugar-tenente de Lo Piccolo, tornou-se colaborador de Justiça, depois de preso em agosto passado. Francese forneceu informações que levaram à prisão de Lo Piccolo.



Na casa de Francese, a polícia apreendeu sua coleção de relógios. Eram 20 relógios e cronômetros da marca Rolex.



O pulso de Francese, quando da prisão, estava ornado com um esportivo e autêntico “Rolex Daytona”.



Pano Rápido. Nada contra a marca. Só não é recomendável usar um Rolex em São Paulo, que tem quadrilhas especializadas em roubos de Rolex. Tá aí o estimado Luciano Huck, -- que é boa-gente e não mafioso, para confirmar.



Importante registrar que o cinema americano, com relação à Cosa Nostra sediada em Nova York, sempre mostrou mafiosos com ternos listrados e a fumar charutos.



E hoje a moda é terno listrado e fumar charutos nos cafés da vida. A Máfia influencia a moda. Ou não ?



Wálter Fanganiello Maierovitch


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CONFIRA


<1> Boa a lembrança do caso Luciano Huck. Parece que hoje, o uso da ostentação, está restrito a salões fechados onde acontecem festas principescas ou, como você disse, nas grandes mansões dos chefes do crime organizado( Capo dei tutti capi).
Francisco - Santa Luzia - MG


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CONFIRA.


08/11/07 10:07:531. Bom dia.
O Rolex está associado a dinheiro e poder. Portanto, que o usa, quer ostentar essas duas características. As pessoas em geral se impressionam com esses signos, que também reafirmam sua arrogância, vaidade ou insegurança.
Ter simplicidade e ser discreto são qualidades de quem tem o que dizer.

Paulo Carvalho | E - mail | 08/11/07 09:16:02





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General das Jóias sofre Boicote.



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O general-ditador Than Shwe (ex-carcereiro), --de uma Birmânia rebatizada de Myanmar--, surpreendeu o mundo por ocasião do casamento da sua filha Thandar Shwe . Ela esposou o birmaniano Zaw Phyo Win.



Num país miserável e que ocupa o 132º.posto do rol de desenvolvimento humano (0,551, de índice), tem 66,9% de mortalidade infantil e esperança de vida de 55 para os homens e 59 para as mulheres, Thandar deixou-se fotografar vestida de noiva. Ela carregava no pescoço colocar com dez voltas de diamantes e uma espécie de coroa de princesa na cabeça, com pedras de diamante do tamanho de bolas-de-gude.


Thandar preferiu os diamantes aos nativos rubi e à jade.



Mas, os seus atos assustaram famosas griffes planetárias. Ficou insustentável manter qualquer ligame com a ditadura birmaniana. Isto pelas repercussões negativas do casamento faustoso, a ditadura que num pacífico e recente protesto contra a caristia eliminou 200 participantes (monges budistas e civis), e a prisão da Nobel da Paz, Aug San Suu Kyi.



A Bulgari, Tiffany e Cartier, não querem mais as suas imagens associadas aos generais- ditadores e sanguinários.



Com efeito. No mercado internacional, o rubi da Birmânia é o mais valioso. É o único considerado puro e a cor da pedra classificada como “vermelho exemplar”.



Outra pedra birmana inigualável é o jade. O jade da Birmânia é o grande sonho de consumo das várias esposas dos magnatas do petróleo.



Na capital da Birmânia, três vezes ao ano, o governo dos generais realiza vendas de rubis e jades, em concorridos leilões.



No último leilão realizado, os generais embolsaram 200 milhões de euros. E os garimpeiros trabalham em regime de semi-escravidão na Birmânia.



Como ato de desaprovação à ditadura, as três griffes mencionadas não participarão do último leilão de 2007. Mais ainda, não comercializarão mais as pedras preciosas da Birmânia.



Para o gerente da joalheria Tiffany de Nova York, não é moral negociar nesse caso. Para a direção da Bulgari, é justo boicotar as pedras da Birmânia.



Com tais medidas, a Bulgari, Cartier e Tiffany, fornecem um bom exemplo de cidadania-empresarial.



Wálter Fanganiello Maierovitch.

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Lembrança Oportuna.


Quem assistiu aos filmes "O Senhor das Armas" e "Diamantes de Sangue" fica com horror a diamantes.
Paulo Carvalho | E - mail | 07/11/07 12:27:52



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War on Drugs. Bush pede autorização ao Congresso.





O presidente George W.Bush pediu ao Congresso autorização para dispor de verbas a fim de executar o Plan México , que terá seis anos de duração.



Ou melhor, Bush precisa de autorização para a constituição de um fundo de US$1,4 bilhões, que prevê o envio ao governo do presidente Felipe Caldeiron de aportes anuais. A primeira das parcelas está estimada em US$500 milhões.



O dinheiro será empregado na compra de helicópteros, aviões, armas eexplosivos. Parte, será gasta com o adestramento de policiais. No pacote também constam instrumentos para monitoramento da fronteira-seca entre EUA e México, onde está em construção uma grande muralha.




A simples leitura da destinação de verbas mostra a sua destinação para a política da War on Drugs , que, ainda, não conseguiu reduzir em um grama a oferta de drogas proibidas em território norte-americano.



Só para lembrar, a War on Drugs começou no governo Richard Nixon e se ampliou no de Ronald Reagan. Essa política militarizada de exportação (vide Plan Colômbia e Plan Dignidà na Bolívia), na verdade, serve para intervenções, cooptações e disfarçadas violações de soberanias nacionais.


Aliás, desde a chamada “Lei Seca” de proibição à bebidas alcoólicas (1920 a 1933), os governos dos EUA nunca conseguiram implementar uma política eficiente voltada à redução da oferta e demanda às drogas ilícitas. Lógico, para fins imperialistas, a “War on Drugs” é um sucesso.



A respeito, Bill Piper, diretor da Drug Policy Aliance, declarou, diante do Plan México, “ Esse tipo de política já faliu para a cocaína, heroína, marijuana e para todas as outras substâncias, como para o álcool durante o período do proibicionismo. Uma regra fundamental da economia ensina que onde houver demanda haverá oferta”.


Wálter Fanganiello Maierovitch.

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Retrospectiva: 20 de agosto de 2007. Publicado neste blog.
Hoje (20/8/2007), em Quebec (Canadá), os presidentes George W. Bush (EUA) e Felipe Calderon (México) anunciam o “Plan México”.



O supracitados presidentes estão em Quebec para um encontro trilateral. Em paralelo a ele, será anunciado o “Plan México”, que já está sendo chamado de “plano de apoio a Calderón”.



Sabe o governo Bush que Calderon precisa legitimar-se como presidente. As eleições foram tumultuadas, uma pequena diferença de votos separou o vencedor do seu concorrente (Lopes Obrador, então prefeito da Cidade do México). Mais, ainda estão latentes as acusações de fraude nas apurações dos votos.



O “Plan México” terá a duração de seis (6) anos e está sendo considerado, pelos dois governos envolvidos, o mais ambicioso dos planos de cooperação regional de que se tem notícia no planeta.



Fontes não oficiais falam que os EUA investirão US$27 milhões anualmente. Instrumentos de alta tecnologia serão disponibilizados para monitoramento nos 3 mil km de fronteira entre México e EUA.



A meta principal é criar mecanismo para evitar que a criminalidade organizada mexicana, -- composta por sete (7) reorganizados e potentes cartéis--, continue a desfrutar de facilidades na região de fronteira e na navegação pelos golfos da Califórnia e México.



Para as agências norte-americana (Cia, DEA e Nas), 70% das drogas ilegais (cocaína, heroína, maconha e metanfetaminas) encontrada nos EUA ingressam pelo México.



O “Plan México” é completamente diferente do falido Plan Colômbia. Este último consistiu na presença norte-americana em território colombiano, em especial para o derramamento de herbicidas, pelos aviões da Dyn Corp, em áreas de plantio de coca.



Só para recordar, o governo norte-americano, nos cinco anos de Plan Colômbia, gastou US$ 5,0 bilhões. As áreas de cultivo migraram e não se conseguiu reduzir a oferta de folha de coca, que é a matéria prima para a elaboração do cloridrato de cocaína. Como os mexicanos não abrem mão da histórica bandeira de independência e soberania, não se ousou, Plan México, estabelecer-se presença de agentes dos EUA além da fronteira.



Pelo Plan México, as forças norte-americanas farão pesada repressão, do seu lado, das redes que, a partir dos EUA, enviam armas e munições para os cartéis mexicanos. Por outro lado, os EUA irão se comprometer com a redução, que é altíssima, do consumo de drogas no seu território.



Parêntese. Os norte-americanos são os mais consumidores de drogas do planeta.

Os cartéis mexicanos contam com arsenal bélico e, na guerra que travam pelo controle do narcotráfico, já foram mortas três mil pessoas, só em 2007.


Wálter Fanganiello Maierovitch.



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Chefão da Máfia investia em Bingo.



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Lo Piccolo nos registros policiais: antes e depois.



Em agosto, o “pool-antimáfia” conseguiu prender Francesco Franzese, que mantinha parte da contabilidade do boss Salvatore lo Piccolo.

Com dados registrados no livro-caixa do capo, a Justiça italiana teve atendido, pelo governo da Suíça, pedido de seqüestro de 200 mil euros de conta-bancária mantida por presta-nome utilizado por Lo Piccolo.

Simultaneamente, uma blitz fechou a maior Casa de Bingo da Sicília, pertencente a Lo Piccolo, mas em nome de terceiros. O colaborador de Justiça Franzese revelou, ainda, os supermercados pertencentes a Lo Piccolo e utilizados para reciclar, em atividade lícita, o dinheiro sujo do tráfico de drogas. Aliás, tráfico conduzido de forma associada a mafiosos residentes em Nova York.



Na sua villa-refúgio em Carini, próximo a Palermo, foram encontrados vários documentos contábeis. Também, “pizzini” (recador em papel) enviados por Provenzano, do qual afirmava ser um “sobrinho” fiel.



Pelo que já se sabe, -- a prisão ocorreu às 9,20 hs. de hoje (horário italiano), só no bairro de Partanna de Modello, o “boss” faturava 120 mil euros por mês de “padágio” (“pizzo”). Pizzo pago por comerciantes, industriais e empreiteiros.



Wálter Fanganiello Maierovitch.


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A pirsão do capo-mafia Lo Piccolo.





foto de Salvatore Lo Piccolo, na chegada à sede da Esquadra Móvel.



Confira a "vila" do boss", onde foi preso.



.http:////www.repubblica.it/2006/05/gallerie/cronaca/villetta-boss/3.html




Salvatore Lo Piccolo, de 65 anos e apelidado “Barão”, estava foragido há 24 anos.



Sua fotografia através computador, como se pode observar depois da prisão, não se prestava para identificar o capo-mafioso.



Sua carreira mafiosa começou nos anos 60, na cidade de San Lorenzo. Começou como guarda-costas do chefão mafioso Rosário Riccobono, cuja trajetória é descrita no livro testamento do juiz Giovanni Falcone, intitulado “Cose di Cosa Nostra”.



Lo Piccolo controlava as obras públicas, indicando os empreiteiros para as licitações. Também comandava a extorsão aos comerciantes, que mensalmente pagavam o “pizzo” (pegágio mafioso).



Quando da prisão, Lo Piccolo estava reunido com dois chefes mafiosos regionais, igualmente procurados pela polícia: Gaspare Pulizzi (capo do mandamento de Brancaccio: local governado por Provenzano por mais de 40 anos) e Andréa Adamo (mandamento territorial de Carini).



Sandro Lo Piccolo, 32 anos era uma espécie de secretário do pai Salvatore, ou seja, seu braço direito na organização. Era igualmente procurado e dos arquivos policiais e judiciários constava que se encontrava foragido há 10 anos.



Quando a casa foi cercada e os mafiosos dominados depois troca de tiros, Sandro começou a chorar e a dizer: Ti Amo Papà.


Ao contrário de Bernardo Provenzano preso em abril de 2006, o seu sucessor, Lo Piccolo vivia confortavelmente, numa “villa”, de frente para o mar: Provenzano escondia-se num desconfortável e improvisado quarto, junto a um paiol de um sítio próximo de Corleone: bairro Cavallo.



Lo Piccolo e a sua guarda mafiosa reagiram à prisão e trocaram tiros com os policiais da célebre Esquadra Móvel de Palermo.



Parêntese. A Esquadra Móvel de Palermo perdeu, em agosto de 1985, Ninni Cassarà, seu chefe. A Máfia eliminou-o quando chegava em casa. O fuzilamento foi presenciado pela esposa de Cassarà, que carregava a filha de 6 meses.



Para a prisão de Lo Piccolo contribuíram as delações do mafioso Francesco Franzese. Ele se tornou colaborador de Justiça e tinha sido um dos homens de confiança de Lo Piccolo quando o tema era extorsão.



Cerca de 40 policiais civis participaram da prisão do chefão Lo Piccolo.



O magistrado que acompanhou os trabalhos foi Francesco Morvillo. Ele era irmão da esposa do juiz Giovanni Falcone e morreu dinamitada, junto com o marido, no atentado de 23 de maio de 1992. A esposa de Falcone, Francesca Morvillo, era também juíza, mas especializada em direito do trabalho. Encontra-se enterrada junto com falcone, numa pequena capela do cemitério de Palermo.



PANO RÁPIDO. As forças de ordem da Itália conseguiram, nos últimos anos e depois de a Máfia decretar guerra ao Estado (1992), prender os super-chefes da máfia, como Totó Riina, Bernardo Provenzano, Giovanni Brusca (acionou o comando para a explosão, na morte de Falcone), Leoluca Bagarella (ministro do exército mafioso) e, agora, Salvatore Lo Piccolo.


Com a concentração na repressão à Máfia sicílina, abriu-se espaço para as expansões da Drangheta (Calábria) e da Camorra (Campânia-Napoli).



O lugar de Lo Piccolo será ocupado pelo sanguinário Matteo Messina Denaro, que disputava a sucesso de Provenzano. Denaro controla a cidade siciliana de Trapani e é procurado pelo “pool-antimáfia” desde 1993.


Wálter Fanganiello Maierovitch.





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