Site CBN
  Wálter Maierovitch
Wálter Maierovitch
   
     
 

Milagre de Ratzinger ?





.



Quando morreu o papa João Paulo II, no mundo secular Woytila, a frase mais repetida era que o novo, Bento XVI, não teria o carisma e o incrível poder mobilizador do antecessor.



Numa síntese, a Igreja não ganharia fiéis, perderia em visitas ao Vaticano, em especial entre os jovens, que se encantavam com Woytila.



Ratzinger passava a imagem de teórico frio, disposto a resgatar ultrapassados valores da Igreja inquisitorial e não progredir um milímetros em termos de aberturas.



O pontificiado de Bento XVI começou em 19 de abril de 2005 e a morte do debilitado e heróico Woytila consumou-se em 2 de abril do mesmo ano de 2005.



Antigo comandante do temível órgão de fiscalização e de difusão da fé católica, a Propaganda Fide (antigo Santo Ofício de triste memória ) , o alemão Ratzinger afinou-se com Woytila nas questões de fé, encíclicas, alocuções, etc.



No velho e majestoso palazzo Propaganda Fide , vizinho à praça de Spagna, Ratzinger fez suas perseguições, em especial aos progressista e os seguidores da chamada Teologia da Libertação.



Logo no começo do pontificiado, Ratzinger criou problemas com os islâmicos. Teve que se desculpar e arranjar a saída de que ministrava uma aula, ou seja, falava como professor (não como papa) e mencionava fatos históricos reais e não posições pessoais ou pontifícias.



Bom. Numa enquête,seguramente, ninguém marcaria como certa a opção de que Ratzinger conseguiu aumentar em 20% o fluxo do “turismo de fé em Roma . E não são apenas peregrinos alemães que levaram a isso: muitos jovens continuam a se interessar pela chamada Roma Católica .



O levantamento foi realizado pela empresa Brevivet, a maior operadora mundial dedicada ao turismo católico.



De uma paróquia de Roma, um velho padre que conheço e me relaciono, sempre irônico, ranzinza e glutão, acabou, via telefonema por internet (uma preferência de bolso) deixando escapar duas confidências:


1. –“Tem um padre que quer impedir, no horário de missa, a visita de turistas à igreja onde está “Mosè” (Moysés), a célebre escultura elaborada por Michelangelo em 1505, em mármore de Carrara. Já foi aconselhado a desistir da idéia, até porque tem celebração de missa permanente”.



2 –“Como ninguém pode mandar em Ratzinger, deixa ele ficar se encanando com o aumento do fluxo de turista. Basta ele ver as filas de turistas que vão rezar no túmulo de Woytila (os religiosos preferem o nome secular quando o papa já morreu), para constatar a verdadeira causa do aumento do turismo católico a Roma”.



Do papo com o padre-amigo, que é uma autoridade em “história da Arte”: não esqueça de trazer os ingredientes da feijoada (referia-se à carne-seca e farinha). Como você prefere a pasta, deixa comigo ela, o molho e o vinho. Pena que é proibido colocar uns limões camuflados na mala, pois caipirinha com limão daqui não dá, estraga tudo.


Diálogo final com distante padre romano.

Prete: - "E quello Palestra (Palmeiras), continua un stronzo (uma merda). Ce lo vedo per la televisione (Acompanho jogos pela televisão).


WFM: - "No, ti sbagli. È il secondo nella classifica".


Prete: Povero calcio brasiliano.


WFM: "È vero."


Walter Fanganiello Maierovitch.


Postado por Walter - Comente comentário(s)



-Batalha de Pirro-.







A Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi (62 anos) , deixou por poucas horas a prisão domiciliar em que se encontra em Ranggon (Birmânia-Myanmar) desde 1989 para se encontrar com o general Aung Kyi (não são parentes)



A vencedora do Nobel da Paz de 1991 aceitou se reunir com o Aung, o mais novo general da cúpula da ditadura que governa a antiga Birmânia.



Nomeado no início de outubro, em plena repressão aos monges budistas que se manifestaram contra o governo militar, o general assumiu o ministério das Relações com a Oposição.



O encontro com a Nobel tinha sido recomendado à Junta militar da Birmânia por Ibrahim Gambari, um nigeriano enviado e da confiança do secretário geral da Organização das Nações Unidas.



Na ocasião, Gambari tentava acalmar os ditadores de farda que tinham determinado, em setembro passado, a repressão aos monges budistas. Isto em protesto contra o custo de vida. Os monges fizeram uma passeata até a casa da Nobel, em prisão domiciliar desde 1989.



As forças birmânianas, durante e após os protestos, mataram mais de 200 manifestantes e prenderam cerca de 6 mil pessoas.

Como prometido a Cambari, a Nobel e líder de oposição foi tirada da prisão para inciar um diálogo com o governo.



O encontro entre a Nobel e o homônimo general foi mostrado pelo canal oficial de televisão. Só que o conversado não foi revelado. E a Nobel não pode dar entrevista e nem falar com os membros do seu partido, considerado clandestino.



Em resumo. Apenas a imagem de Aung San Suu Kyi apareceu nos vídeos.



Com tal estratégia, os generais birmânianos aproveitam para passar ao mundo, enganosamente, a idéia que o país voltou à normalidade e que se restabelecem canais para uma transição democrática.



Na verdade, nada disso acontece. Casas continuam a ser invadidas, pessoas presas e campos de prisioneiros estão abarrotados de pessoas que se manifestaram contra a ditadura.



PANO RÁPIDO. O secretário geral da ONU e o seu emissário Gambari protagonizaram uma batalha de Pirro. A mise-em-scene dos generais não convence observadores internacionais.



Wálter Fanganiello Maierovitch.








Postado por Walter - Comente comentário(s)



Chico Ciência indignado com Jefferson Peres.



--------->



Hoje conversei com o jornalista Milton Jung e contei-lhe sobre o sonho erudito da noite passada. A propósito, nem o Freud, --que estudou e interpretou os sonhos--, faz menção à categoria dos eruditos.



No referido sonho, aparecia o mineiro Chico Ciência.



O Chico Ciência participava de uma vídeoconferência. Claro, com os protestos da Ordem dos Advogados do Brasil que não aprova evoluções tecnologias desse porte.



Na outra ponta dessa infovia estava o jornalista Ricardo Noblat, colunista do jornal O Globo.



Um detalhe, atenção. O mineiro Chico Ciência, -- apelido conquistado pelo jurista Francisco Campos--, estava no além.

Parêntese dentro do sonho. É no além-túmulo que o Chico Ciência residia. Lugar ruim, pois nesse domicílio padecia de calor e queimaduras, por ter servido à ditadura Vargas e ao golpe militar de 64 . A Carta Constitucional do Estado Novo de Vargas foi elaborada por Chico Ciência. No golpe militar de 64, Chico Ciência foi o jurista que antecedeu a Gama e Silva e Alfredo Buzaid, os dois últimos professores catedráticos do Largo de São Francisco, a faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.



Parêntese fechado, continuo com o sonho-meu.



Na infovia, o Ricardo Noblat estava em Brasília, onde tem um observatório e farejadores que ficam sabendo de tudo da vida política nacional.



Chico Ciência e Noblat conversavam sobre a coluna do último. Chico Ciência carregava um código de processo penal, cuja exposição de motivo, AINDA EM VIGOR e recepcionada pela Constituição Cidadã de 1988 , foi escrita em 1941. Frise-se: exposição que segue os código, com força de fonte de interpretação, elaborada por Chico Ciência , em 1941.



A supracitada coluna do Noblat tinha um significativo título: Impunidade à Vista.
. Conta que o senador Jefferson Peres acha que entrou numa “fria” e não vê, como relator do processo disciplinar por quebra de decoro parlamentar, provas para condenar Renan. A única seria o testemunho de João Lyra , sogro do falecido Pedro Collor (denunciante do irmão Fernando e responsável pelo seu impeachment).



Nesse referido processo disciplinar, Renan Calheiros, --presidente licenciado do Senado--, é acusado de comprar, por laranjas (interpostas pessoas- testas-de-ferro), um jornal e duas emissoras de rádio difusão.



Um negócio de mais de milhão, com pagamentos em dinheiro vivo, sem passagem por bancos. Ou seja, dinheiro cuja origem, até agora, é desconhecida.



Convém repetir. Nesse processo, contra Renan, haveria, para o relator Jefferson Peres, apenas o testemunho parcial de João Lyra, antigo aliado e hoje inimigo político de Renan.



Jefferson Peres, --que é bacharel em Direito pela Universidade de Manaus e laureado pela Fundação Getúlio Vargas--, ressuscitou o brocardo latino do testis unus, testis nullus : testemunha única, testemunha nenhuma (nula)

.

A respeito dessa conclusão juridicamente canhestra, torta, é que o Chico Ciência protestava ao Ricardo Noblat.



A respeito, velha regra romana do “testemunho único, testemunho nenhum (nulo)”, não se aplica faz muito tempo.



Sobre ele, em latim e francês ( ” voix d´um), discorreu Chico Ciência na exposição de motivos, que é o pórtico de abertura da lei processual penal.



No processo busca-se sempre a verdade real. E para o julgador vale a livre convicção , que tem de ser motivada, explicada.



Nos Estados democráticos de Direito, o testemunho único não é aprioristicamente desprezado, como imagina, incorretamente, o senador Peres.



Levado o dardo adiante, sempre com o testis inus, testis nullus desenterrado pelo senador Jefferson Peres, seria de se indagar:

O que faria o Jefferson Peres diante de um senador acusado de estuprar uma prostituta ? Jefferson Peres, desprezaria o relato da prostituta?



Como até os bancos das boas Faculdades de Direito sabem, os crimes violentos contra a liberdade sexual da mulher são cometidos na clandestinidade, sem presença de testemunhas. Daí a tarefa de analisar os relatos, verificar as verossimilhanças e fatos circunstâncias.



Os indícios contra Renan são muitos. E uma ampla investigação financeira o relator, Jefferson Peres, deveria exigir. Por exemplo, um dos laranjas apontados é o chefe de gabinte de Renan e caixa na sua campanha eleitoral.
E os atuais donos da holding (iniciais RJ, a sugerir Renan e João Lyra) controladora das rádios e do jornal são o filho e o primo de Renan. Teriam eles capacidade financeira para comprar?


Pelo jeito, o senador Jefferson Peres despreza um dito cunhado pela sabedoria lusitana:
Quem cabritos possui e cabras não as tem, de algum lugar provém.


O jornalista Milton Jung, quer abrasileirar o dito-popular e incluir vacas, novilhos e bois.
Wálter Fanganiello Maierovitch.




...............................................................

Confira o e.mail do Chi Qo.


1. Caro Dr. Maierovitch,


É triste saber que é verdade e não se poder provar...

Mas, tenho fé que alguma outra acusação ainda há de derrubar esse vilão!

Afinal, Al Capone não foi capturado pelo Fisco?


Um Abraço!


Chi Qo | E - mail | 25/10/07 18:31:50


........................................





CONFIRA o e.mail enviado para o Justiça e Cidadania pela professora Hierania.





A IMPUNIDADE CIVIL E PENAL DAS AUTORIDADES NACIONAIS GERA O ATRASO SÓCIO-ECONÔMICO DO PAÍS.



HIERANIA BATISTA AVELINO PEITO,


Bacharel em Direito e especialista em direito processual pelo IEC./PUC. MINAS.



Desde 2005, acompanhamos uma das mais terríveis crises políticas da História contemporânea brasileira. O Sem. Azeredo (PSDB/MG.) é acusado pela PF de ter comandado em 1998 um poderosíssimo esquema financeiro ilegal de captação de recursos públicos à sua campanha de reeleição ao Governo de Minas, conhecido como mensalão mineiro, embrião do Valerioduto e do mensalão petista só descobertos, quando Maurício Marinho foi flagrado recebendo propina para fraudar licitações na ECT.


A PF aponta ainda a participação do advogado Rogério Tolentino, enquanto juiz do TER/MG. para favorecer com decisões judiciais a campanha de Azeredo, em troca de R$302.000,00, depositados em suas contas e de sua mulher, entre agosto e outubro de 1998. Tolentino alega que não via problema em receber honorários, atrasados há 4 anos, por consultorias à “SMPB”, de Marcos Valério e de julgar interesses de campanha destes. Em decisão recente do STF., Tolentino tornou-se réu pela acusação dos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha para apurar o desvio de recursos pelo mensalão petista, comandado pelos dirigentes José Dirceu e José Genuíno.


O Min. do Governo Lula, Walfrido Mares Guia, é outro acusado. Walfrido se defende, afirmando ser abastado e que desconhece qualquer irregularidade na campanha de Azeredo, seu colega de chapa e de governo do Estado, de 1995/98.


Vemos que a existência do foro privilegiado dificulta, sobremaneira, a punição célere a políticos.


A impunidade civil e penal das autoridades é a marca do mais completo atraso sócio-político-econômico. Perdem-se milhões e milhões da Administração, desviados por esquemas de corrupção pouco descobertos e punidos pelo Judiciário. A democracia republicana não pode conviver com institutos antidemocráticos como este, pena de permanecer na periferia mundial, enquanto pipocam escândalos e escândalos, como, graças a liberdade de Imprensa, noticia-se, “impeachment” de Collor, esquema do mensalão e venda de sentenças em esquemas judiciais, comandados pelo ex-Min. Paulo Medina, seu irmão Virgílio e a Máfia dos jogos de bingo/bicho, dentre outros tantos.



Mudanças legislativas são mais do que oportunas para extinguir o foro privilegiado, em especial, para agilizar a punição das autoridades que não cumprem a função institucional, a que foram designadas. É uma excressência a sobrevivência deste esdrúxulo instituto, em um País que tem uma das mais modernas constituições políticas do mundo, a Constituição cidadã de 1988.







Postado por Walter - Comente comentário(s)



MACONHA. Nova descoberta poderá desbancar os Prozac, Celexa, e outros das prateleiras de farmácias.







O uso terapêutica da maconha continua em fase de expansão em razão de novas descobertas científicas.



Para infusões, a erva canábica é vendida em farmácias holandeses. Em drágeas, é empregada em hospitais da Espanha.



No Canadá, o próprio governo planta e fornece aos hospitais públicos, para atender a pacientes que apresentem receita médica.



Em São Francisco, para evitar prisões decorrentes de suspeitas incorretas, os que estão realizando uso terapêutico recebem uma carteira de identificação.


A “carteirinha de maconheiro” californiano evita constrangimentos decorrentes de prisões ilegais em flagrante. Em especial constrangimentos aos “velhinhos” que “queimam um fumo” nas praças e em “rodinhas” proibidas a menores de 70 anos.



A última novidade em termos de terapia canábica provém de uma pesquisa feita no Canadá.



Pequenas doses do princípio ativo servem para combater a depressão. Doses maiores, causam efeito inverso, ou seja, aprofundam a depressão.



A pesquisa foi publicada hoje , no Journal of Neuroscience Atuou com coordenadora e responsável a doutora Gabriella Gobbi, da McGill University e do Centro de Pesquisas do Fernard Seguin do Hospital Louis-H Lafontaine, da Universidade de Montreal.



Nas experimentações utilizou-se componente sintetizado (feito em laboratório e sem produto natural) do princípio ativo da maconha (thc).
Pelo que se extrai do publicado, o emprego, em pequenas doses serviu para estimular os neurônios de produção de seretonina. Seretonina cuja queda de produção causa depressão.



Parêntese. Ensinam os especialistas que “os neurônios seretonérgicos localizam-se na linha média do tronco cerebral formando um agrupamento denominado núcleos rafe. Deles partem fibras em direção ao cérebro que inervam inúmeras estruturas. A seretonina é formada e estocada em vesículas de terminais nervosos. Pode ser liberada em virtude de um impulso nervoso atuando pós-sinapticamente em diversos subtipos de receptores”. Parêntese fechado.



Os pesquisadores canadenses estudaram os efeitos da cannabis como antidepressivo. A surpresa decorreu de o emprego de doses não baixas causarem efeito contrário, ou seja, depressão mais pesada.



O psiquiatra Guy Debonnel, que integrou o grupo de pesquisa, destacou: “- Como psiquiatra notei que diversos pacientes portadores de depressão tinham, no passado, fumado maconha. Por artigos científicos, sabia que doentes com esclerose múltipla e hiv-aids, fumantes de maconha para fim terapêutico, conseguiram melhorar o humor. Masnão existiam estudos específicos a demonstrar a função antidepressiva da maconha”


PANO RÁPIDO. Conversei com um amigo, que não é médico, nem juiz ou jornalista. Ele não se surpreendeu com a pesquisa. Disse que já sabia. Percebeu isso quando estava deprimido em razão do desempregado e só conseguia sobras canábicas, pitucas de cigarros.


Wálter Fanganiello Maierovitch.



Postado por Walter - Comente comentário(s)



MUDAR DE VIDA.





FOTO: Jeroslaw. Volta para casa de mamãe. Vai casar e perder a virgindade. Poderá tirar carteira para dirigir automóveis e, ainda, abrir uma conta-corrente, coisas que nunca teve interesse. De pijama, contará com tempo maior para conversar com os pares da "TFP" (tradição, família e propriedade) polaca. Quando quiser, será recebido no Vaticano pelo companheiro, "ops", irmão Ratzinger.



Os terríveis gêmeos Kaczysnski, nascidos em 1949 (58 anos), apostaram no nacionalismo e no cerceamento das liberdades públicas. Se deram mal.


Eles torpedearam o projeto de uma Constituição humanista para os países da União Européia. Tudo fizeram para a Polônia deixar a comunidade européia, que fez investimentos pesados para modernizar e arejar o país. Internamente, o governo da dupla foi um desastre, com perseguições, intolerâncias e não aceitação das diferenças.


O presidente Lech Kaczynski e o seu irmão gêmeo, --primeiro-ministro Jaroslaw Kaczynski--, colocaram a Polônia de volta às trevas da Idade Média. Viraram propulsores de um catolicismo fundamentalista, que nem o então conservador papa Woytila, natural da Polônia e ex-cardeal de Cracóvia (em polaco Kraków), entendia oportuno revelar.
No domingo, venceu a eleição o liberal partido intitulado Plataforma Cívica. E o primeiro ministro será o líder desse partido, Donal Tusk.

Do salão do sofisticado do hotel Hyatt onde estava para comemorar a vitória anunciada pelas pesquisas eleitorais, o premier Jaroslaw e a noiva Jolanta Szczypinska tiveram o seu dia de torcedores do Sport Club Corinthians Paulista.

.
A partir de 5 de novembro próximo , a chefia do governo da Polônia caberá a um representante do majoritário partido da Plataforma Cívica, ou seja, será o supracitado liberal Donal Tusk.

Na presidência, como chefe-de-Estado, continuará Lech Kacznski, nascido 45 minutos depois de Jaroslaw.


Surpreso com a derrota e abatido, Jaroslaw teve de atender a imprensa, toda concentrada no hotel Hyatt, de cinco estrelas.


Jarlasw aproveitou para anunciar o seu casamento com a Jolanta. Como Jaroslaw vive há 58 anos na casa da mãe, não é sabido se irá deixar a residência ou se da mamãe entronizará Jolanta.


Católico fundamentalista, pelo que se propala, perderá a virgindade na lua de mel.


Como ele não tem habilitação para dirigir veículos automotores, poderá, além de casar, habilitar-se ao exame de motorista: até para passear de automóvel com a esposa e a mamãe.


Jaroslaw sempre se vangloriou de nunca ter aberto uma conta-corrente em banco . Justificava com a certeza de haver afastado a possibilidade de alguém depositar dinheiro (bônus, para usar sua terminologia) em sua conta. Aliás, um raciocínio furadíssimo, desde que nasceram os “testas-de-ferro”, isso ao tempo de Adão e Eva.
Mudar de vida é o que desejavam para Jaroslaw, a grande maioria de poloneses. Também os descendentes, caso do abaixo-assinado. E para ele e a esposa JolAnta felizes reuniões na TFP polaca .


Wálter Fanganiello Maierovitch.


Postado por Walter - Comente comentário(s)




GB.Crimes diminuem. Mas, aumentam os conexos às drogas proibidas.








Os analistas do respeitado Home Office britânico acabaram de divulgar o trabalho comparativo sobre crimes e drogas, referentes aos períodos de abril e junho de 2006 e de 2007. Isto para a Inglaterra e o país de Gales.



Mas, com relação aos crimes consumados por autores sob efeito de drogas ilícitas, ocorreu significativo aumento da ordem de 14%, sempre feita a comparação de 2006 e 2007, no período entre abril de junho. Para ter idéia, foram consumados 48 mil delitos em 2006 (abril e junho) e 55 mil em 2007 (abril e junho).



Excluídos os conexos às drogas, houve redução de 7%, sempre numa comparação entre os dois períodos supracitados.



Desnecessário destacar que esse tipo de levantamento oficial não é feito no Brasil.



O cidadão britânico, apesar da estatística, continua descrente, no que toca à repressão, nos sistemas policial e judiciário. E não interferiu no juízo do cidadão o fato de haver ocorrido diminuição na prática de crimes com violência à pessoa, com exceção aos homicídios. Os homicídios subiram de 53 (abril a junho de 2006) para 56 (abril e junho de 2007).



Com relação aos delitos contra o patrimônio, constatou-se um insignificante (para fins estatísticos e comparativos) aumento daqueles perpetrados com emprego de arma de fogo.



Por outro lado, houve redução de consumo de maconha e derivados canábicos entre adolescentes.



Para o responsável pelo Home Office, os resultados são encorajadores. Tony McNulty quis se referir à estabilização de alguns delitos e o aumento geral de apenas 1% dos chamados crimes violentos.

Os levantamentos começaram a ser realizados pelo Home Office no ano de 1982. E desde que iniciados, frisou o referido Tony McNulty, os dados mostram uma diminuição dos crimes contra as pessoas e nos furtos nas residências. Estes caíram a ponto de revelar um grande progresso nas medidas governamentais implementadas por meio das policiais.
Wálter Fanganiello Maierovitch


Postado por Walter - Comente comentário(s)



Bin Laden sempre a ajudar Bush.




Bin Laden, no vídeo exibido em setembro de 2007.



Mais uma mão. Bush pediu ao Congresso autorização para despejar mais verbas no Iraque. Na seqüência, a TV Al Jazeera, em transmissão realizada em Dubai, divulgoua uma fita de audio, com nova mensagem dada como sendo de Osama bin Laden, fundador e dirigente maior da organização terrorista Al Qaeda.



A mensagem teve duração de 5 minutos.



Combatentes iraquianos se unam. O interesse da nação islâmica suplanta o de um grupo. A força da fé está na força da união entre muçulmanos e não naquela de uma tribo ou baseada no nacionalismo.”, advertiu o presumido Bin Laden.



Admitiu no Iraque foram “cometidos erros na luta contra a ocupação estrangeira”. Com citações de Maomé, convidou “os irmãos iraquianos a se afastarem dos infiltrados e tomar “cuidado com os hipócritas.”



Para Bin Laden, este é o “ ano da unidade da comunidade islâmica” e, por isso, exortou para que todos islâmicos combatam sob uma única bandeira.



PANO RÁPIDO. O sunita Bin Laden continua a tentar que todos os islâmicos se unam. Mas, sob o comando da Al Qaeda.



O segundo na hierarquia quaedista, o médico Zawahiri, já postulou, em vídeo, a união de sunitas com xiitas, numa tentativa, sem nenhum sucesso, de conquistar o Hammas e o Hezbolah. Essas duas organizações querem distância de Bin Laden e da sua Al Qaeda.



O certo é que as posições conquistas pelo Hammas (toma conta da Faixa de Gaza e já venceu uma eleição) e pelo Hezbolah (tem força no Parlamento libanês e conta com a adesão do presidente) são invejadas por Bin Laden. Ele quer ser o califa, mas, por enquanto é só o símbolo do terror e da intolerância.


Walter Fanganiello Maierovitch.


Postado por Walter - Comente comentário(s)



ROMA FICA NO BRASIL ?




foto. procurador De Magistris, o pesadelo de Mastella.



No mês de junho passado, Luigi de Magistris, da magistratura do Ministério Público da Itália, começou investigações criminais em procedimento que levou o significativo nome “Why Not”



O objeto da investigação era o desvio (gestão ilícita de fundos) de aportes financeiros provenientes da União Européia. Os beneficiários da ilegalidade seriam empresários e políticos italianos.



Em outubro, conforme a lei italiana estabelece, o nome do ministro da Justiça, Clemente Mastella, foi registrado no Livro dos Indagados ( similar ao brasileiro indiciamento, só que, aqui, ela polícia e não pelo ministério Público)



Pelo apurado na investigação Why Not , Mastella estaria envolvido em desvio de dinheiro que beneficiou o partido político que lidera, tendo participado, em concurso de pessoas, de crime de estelionato usado na obtenção de recursos enviados pela União Européia e pelo próprio estado-nacional.



Como se percebe, fatos gravíssimos.



Mais grave que os fatos, no entanto, foi a atuação de Mastella à frente do Ministério e à luz do caso.



Uma atuação já considerada, para muitos, como “abuso ministerial” (algo que fazia Renan Calheiros na presidência do Senado e no interesse próprio).



Em julho (um mês após o início da “Why Not”), Mastella, com base em vazamentos, enviou a Catanzaro (onde De Magistris é procurador e faz as apurações), inspetores do ministério da Justiça. Referidos inspetores examinaram os autos da “Why Not” e nenhum outro procedimento investigatório.



Os inspetores (como os funcionários do Senato a serviço de Renan Calheiros) apresentaram relatório a sugerir atuação abusiva do procurador De Magistris.



Com base nisso, e com o “maior caradurismo” , Mastella representou ao Conselho Superior da Magistratuta italiana para pedir o afastamento do procurador De Magistris de Catanzaro, onde tramita a investigação “Why Not”.



O sutil Mastella não percebeu nenhum conflito de interesse. Pediu na representação, o afastamento do procurador que apura o seu envolvimento e que havia lançado, anteriormente, o seu nome no Livro de Registro de Indagados.




No momento, o Conselho da Magistratura aprecia a representação de Mastella, que, se aceita, gerará um processo disciplinar contra De Magistris. Fora isso, a Procuradoria Nacional avocou a investigação Why Not. Se constatar que Mastella é suspeito por fato anterior à sua investidura no ministério da Justiça, não terá direito e Foro Privilegiado” (diferentemente do que ocorreria no Brasil


Em Catanzaro, De Magistris já é herói. Mastella, acumula desconfiança, fora a fama de fanfarrão siciliano.


Wálter Fanganiello Maierovitch.

.......................................................


CONFIRA o observado por internauta.



Enquanto isso...no território Tupiniquim estamos correndo atrás do prejuízo causado por cooperativas que fraudam, descaradamente, a produção de leite.

E mais grave...alguns Estados (RJ, PI, e a sempre AL de Renam) estão descontando os “empréstimos consignados” do salário do servidor público e não estão repassando para os bancos privados.

Isso é Brasil!

kirkfan | E - mail | 22/10/07 21:08:59.


Postado por Walter - Comente comentário(s)



Direita xenófoba pode faturar eleição na Suíça.



.



A Confederação Helvética decide hoje, nas urnas, não só como será o seu novo Parlamento, mas, pela primeira vez, desde 1959 quando criada, se vai ser abandonar a antiga Fórmula Mágica .



O nome, Fórmula Mágica , foi dado pelos próprios suíços. Explica, por exemplo, a razão de a Suíça não integrar a Organização das Nações Unidas (ONU). De ter desprezado a União Européia, mantida a sua valorizada moeda (franco suíço) e blindado o poderoso sistema bancário.



A propósito, erra quem imagina a pequena Suíça, --incluídos os cantões autônomos--, só como terra dos relógios, do chocolate e dos queijos. O chocolate belga é o melhor do mundo. Os queijos franceses ganham dos suíços. Agora, os blindados e secretos bancos são os mais fortes do planeta e atuam com a precisão dos relógios suíços (os melhores do mundo), para não perder um franco.



Nas eleições de hoje, os suíços podem abandonar a Fórmula Mágica , -- do equilíbrio--, e trocar os socialistas pelo homem mais rico da Suíça, Christoph Blocher , atual ministro da Justiça e líder do nacionalista e xenófobo Partido do Povo Suíço , cuja sigla é UDC



A chamada e incrível Fórmula Mágica permitiu aos suíços manter uma pacífica convivência de culturas, línguas, religiões e partidos diversos a integrar um mesmo governo .



Segurança e identidade nacional foram os dois temas que dominaram a campanha eleitoral.



Pela pesquisas, o partido de Blocher é favorito. Esse partido adota uma postura que está sendo acertadamente considerada racista, nacionalista e populistas.



Blocher e os seus falam abertamente em terrorismo islâmico, a considerar o aumento de muçulmanos que imigram no país e estão na clandestinidade. A população é formada por 4,3% de islâmicos. Dos 310.807 muçulmanos, apenas 36 mil obtiveram a cidadania suíça.
O maior fluxo migratório europeu provém da Albânia, Kosovo e Macedônia.



Os imigrantes balcânicos são considerados “ovelhas negras” e, para Blocher, responsáveis pelo aumento da criminalidade. Segundo dados do ministério da Justiça dirigido pelo ministro Blocher, 50% dos criminosos condenados na Suíça são imigrantes.


O partido xenófobo de Blocher ganhou adeptos a partir de 1980, quando lançou candidatos pela primeira vez. Esse partido de extrema direita, passou de 9 a 27% de preferência, segundo levantamentos pré-eleitorais.


Na votação de hoje serão eleitos os novos parlamentares da Assembléia Federal, que participam da escolha do chefe de estado. O chefe-de-estado será eleito em 12 de dezembro próximo.


A chefia-de-estado é rotativa entre 7 ministros escolhidos. Cada um deles fica (1) ano como chefe de governo. No Parlamento, o mandato é de 4 anos.


PANO RÁPIDO.


A Fórmula Mágina foi estabelecida em 1959. Por ela, o Conselho Federal passou a contar com duas cadeiras para os socialistas, duas para o democratas e duas para os liberais radicais. Com o crescimento do partido de Blocher uma nova cadeira foi introduzida e passou a ser ocupada pela ultradireita, representada pelo UDC (Partido do Povo Suíço).


Só um milagre salvará a Suíça dos extremistas representados por Blocher. Vamos esperar e torcer para que as pesquisas não se confirmem.

Wálter Fanganiello Maierovitch.


Postado por Walter - Comente comentário(s)



O governador Nascimento ou o capitão Cabral?



WÁLTER FANGANIELLO MAIEROVITCH,

ESPECIAL PARA A FOLHA de S.PAULO.







Foto: Cabral dá trato à bola populista e chuta direitos humanos.





O governador Sérgio Cabral, com as operações de guerra realizadas nas favelas da Coréia, Rocinha e Dona Marta, legitimou-se para poder pedir ao governo George W. Bush uma "boa-grana" para lançar o "Plan Rio de Janeiro". Algo da série "Plan Colombia" e do recentíssimo "Plan México", dos presidentes Calderon (México) e Bush.



Se faltava sangue, morte de uma criança e helicóptero para matar covardemente suspeitos em fuga, depois da Operação Bope na favela da Coréia tudo ficou completo. Ou melhor, os requisitos básicos foram atendidos para a política bélica do governo Sérgio Cabral adequar-se à "War on Drugs" (Guerra às Drogas). Esta iniciada pelo então presidente Richard Nixon, de triste memória.



A Guerra às Drogas, que emprega o confronto para matar "inimigos", foi ampliada pelo então presidente Ronald Reagan.
Coube a Reagan globalizar a "War on Drugs", pois declarou combate bélico em qualquer ponto do planeta. Como se sabe, queria mesmo um pretexto para invadir países, a fim de combater o comunismo.



Na "War on Drugs", que os presidentes pós Nixon, democratas ou republicanos, mantêm até hoje, entraram de cabeça vários ditadores.
Alguns até para "lavar" os indícios de aliados do narcotráfico, como o presidente Hugo Banzer na Bolívia e Noriega no Panamá. E a relação é grande. Por exemplo, a dupla formada pelo ex-presidente Alberto Fujimori e pela eminência parda da ditadura, Wladimiro Montesinos, ex-agente da CIA. Ambos estão presos no Peru. Ainda passa pelos presidentes colombianos Andrés Pastrana e Álvaro Uribe.



Dentro e fora dos Estados Unidos, a militarização do combate às drogas e ao crime organizado que opera o tráfico, a chamada "War on Drugs", faliu. Os norte-americanos são campeões mundiais de consumo de drogas ilícitas.



Apesar do alerta inserto na Convenção de Viena de 1980, pelos sistemas bancário e financeiro internacionais, o mercado das drogas proibidas continua a movimentar anualmente cerca de US$ 300 bilhões.



A operação do Bope na favela da Coréia, com a morte de 15 pessoas, incluídos um menino de quatro anos e um policial, foi uma outra irresponsabilidade do governador Cabral, agora a encarnar o papel de capitão Nascimento.



Mais uma vez, civis inocentes, favelados e pobres, ficaram no meio do fogo-cruzado. E as autoridades fluminenses afirmaram que a ação foi planejada. Como se percebeu, ela foi projetada para a população ficar em risco, entre policiais e traficantes. Traficantes do bando de um tal Márcio da Silva Lima, apelidado de Tola, que, pelo jeito, não está entre os mortos suspeitos de integrar o bando que tem controle social e territorial da Coréia.



Para o governo do Rio de Janeiro, antes do confronto foram realizados trabalhos de inteligência. Seguramente, uma inteligência-burra.



Modernamente, a inteligência, no combate às drogas -que é um dos rentáveis negócios da criminalidade organizada-, ocorre pela infiltração voltada a afetar a economia movimentada. Para isso, o infiltrado oferece vantagens à organização criminosa: lavagem, reciclagem, ampliação de lucros, drogas em consignação, armas potentes etc.
Como tais propostas de vantagens dependem sempre da aprovação do "chefão", abre- se caminho para o contato e a coleta de informações.




Outra medida utilizada é desplugar o bando das redes de oferta de drogas no atacado e de armas.


.
Enfim, existem vários caminhos engenhosos em países que, em respeito a direitos humanos e à eficiência no contraste ao crime, não aceitam a fracassada e enganosa política da "War on Drugs".



A "War o Drugs", no momento, só é útil em dois casos. Primeiro, para tentar legitimar o presidente mexicano Calderon, que desde o primeiro dia de mandato guerreia com os cartéis das drogas, sem sucesso e muitas mortes. Segundo, governos populistas, que faturam politicamente em ações espetaculares e de resultados lamentáveis.


--------------------------------------------------------------------------------

WÁLTER FANGANIELLO MAIEROVITCH, 60, desembargador aposentado, ex-secretário nacional antidrogas (governo FHC) e presidente do Instituto Brasileiro Giovanni Falcone de contraste às máfias



Postado por Walter - Comente comentário(s)



RADICAIS DE DIREITA PARTEM PARA O VANDALISMO.




Fontana de Trevi, foto Corriere della Sera.



Fontana de Trevi, depois de 4 horas de limpeza.


Jogar anelina vermelha nas águas da deslumbrante Fontana de Trevi, --obra de Nicola Salvi executada entre 1732 e 1762--, foi a forma de protesto escolhida por um grupo intitulado “Ftm Azione Futuristica 2007”.



1.O PROTESTO.



Duas são as razões do estúpido protesto, conforme se pode concluir pelo teor dos panfletos espalhados.


Primeira razão. Os tais “futuristas” são contra a realização da Festa do Cinema, que reunirá em Roma os maiores nomes da cinematografia internacional e nacional.



A escolha dos vândalos recaiu na Fontana de Trevi, palco da “La Dolce Vita”, do magistral Frederico Fellini. Num protesto contra a Festa do Cinema, a Fontana de Trevi tem valor simbólico.




La Dolce Vita fou recordista de bilheterias. Mais, uma cena eternizou-se: nas águas da Fontana de Trevi, teve o mergulho noturno da atriz Anita Ekberg, sob o olhar extasiante de Marcello Mastroianni.



Parêntese inoportuno. La Dolve Vita é de 1959. E a Sociedade Esportiva Palmeiras, antigo Palestra Itália, conquistou, numa melhor de três, o super-campeonato de 1959, em cima do Santos de Pelé e &Ltda. Fecho parêntese.



Segunda razão. Os “futuristas-fascistas” quiseram protestar, também, contra o prefeito de Roma, Walter Veltrone. Há duas semanas, ele foi eleito, em convenção, presidente do novo partido político chamado Democratas (zero de afinidade e ideologia com o direitista DEM brasileiro).



Como prefeito, Veltrone pagará as despesas e comandará a Festa do Cinema. Mais ainda, Veltrone disputará, nas próximas eleições italianos, com o rocambolesco Sílvio Berlusconi. O magnata Berlusconi, ex-premier de centro-direita, notabilizou-se não só pelo desastrado governo. Também ficou conhecido como sabujo do presidente Bush: apoiou e mandou tropas para a invasão do Iraque.



No manifesto dos “futuristas”, Veltrone é chamado de Walter Magno I . E o vermelho serviu para representar o “tapete vermelho” estendido aos imperadores.



2. O SUSTO.



Um jovem de jeans, jaqueta escura, boné claro e óculos de lentes escuras tipo Lupo Liboni Lobo Liboni era o apelido do solitário anarquista Luciano Libone, morto pela repressão política de matriz fascista), rompeu um saco de plástico e verteu o líquido vermelho do seu interior nas águas da Fontana de Trevi.



Aos poucos, as águas da berniniana Fontana de Trevi (seguiu a escola deixada por Gian Lorenzo Bernine, que viveu de 1598 a 1680), adquiriu a coloração vermelha.



A praça estava lotada de turistas.



Neste começo de outono romano, os turistas de meia-idade lotam a cidade: os jovens estrangeiros já voltaram para às aulas nos seus países. A temperatura cai bastante, com o fim do verão fechado em julho.



Lógico. Os celulares dos supracitados turistas, de pronto, viraram máquinas fotográficas. E o tradicional e lendário jogar moedinha nas águas da Fontana de Trevi ficou para depois: pela lenda, aquele que, de costas, atira uma moedinha nas águas acaba voltando a Roma.



Passada a fase da euforia das fotos com aparelhos celulares, ocorreu a preocupação de contaminação ambiental.



Preocupados, os turistas “deram no pé”. Isto sem atentar aos apelos de calma de 5 guardas metropolitanos. Afinal, esses vigilantes da Fonta estavam, àquela altura, desmoralizados: não conseguiram evitar a ação do “vândalo” e nem prendê-lo.



Uma coisa é certa. As quatro câmeras de vigilância da Fontana de Trevi registram a imagem do vândalo. E muitos turistas, por e.mail, mandaram a fotografia dele para a polícia.



3.ANÁLISE DAS ÁGUAS.


Nenhum risco de dano aos mármores e às instalações da Fontana de Trevi. Os técnicos chegaram logo ao local e a análise laboratorial da água apontou para o emprego de inofensivo corante: anelina.



Os responsáveis pelo patrimônio artístico e cultural do país já estão aliviados.



Em 4 horas estava tudo limpo. A Fontana cheia. E água transparente a se agitar, com os turistas de volta.


4. A RAIVA E A NOVA LEI CRIMINAL.



O prefeito Walter Veltrone, no local, transbordou a chamada “ira santa”: - “O acontecido foi muito grave. É uma ofensa a Roma, Por sorte, sem graves conseqüências”

Francesco Rutelli, ministro para os Bens e as Atividades Culturais e também vice-premier no governo Romano Prodi, declarou que fará um projeto de lei criminal, que já está sendo chamada de “lei antivândalos”.



4. PANO RÁPIDO.



Vários jornais italianos de hoje mostraram que os “futuristas 2007” apenas trocaram de nome, mas continuam fascistóides. Realizaram, anteriormente, muitos outros protestos sem nenhuma repercussão.



Desta vez, procuraram uma maneira para se mostra internacionalmente. E conseguiram, pois o fato repercutiu em todo o mundo-ocidental.



Pelo que se sabe, muitos dos “futuristas” apóiam o partido neofascista denominado Aliança Nacional. Um partido presidido por Gianfranco Fini.



Fini é aliado políico de Berlusconi. No anterior governo, foi ministro de Relações Exteriores. Até hoje defende o acerto da sua pasta e do então primeiro-ministro Berlusconi, com relação à invasão do Iraque e colocação de tropas italianos à disposição de aliança feita com Bush.

Na contra-corrente, ficou, como destacou o jornal Corriere della Será de hoje, o crítico de arte Vittorio Sgarbi: “Um pouco de cor numa cidade adormecida”.


Que assustou, assustou. Mas, estúpidos e selvagens estão presentes em todas as esquinas do planeta.

Wálter Fanganiello Maierovitch.



Postado por Walter - Comente comentário(s)



As “tias” do crime e do PAC da Segurança.









.Um desembargador amigo tinha uma invejável biblioteca jurídica. A propósito, com todas as obras lidas, ou seja, não era uma biblioteca decorativa.



Incontáveis eram as obras em alemão, francês e italiano. Línguas que ele falava e escrevia com perfeição. Dínio de Santis Garcia era o nome dele.



Gostava dos juristas portugueses até pelo lado Garcia, mas os franceses, segundo dizia, conseguiam, com base nos alemães e italianos, sintetizar doutrinas e clarear pensamentos.



Ontem lembrei dele. Por quê ?



Ele era especialista em juntar notícias espalhadas em páginas diferentes num mesmo jornal diário.



Aí, me telefonava e dizia, por exemplo: Wálter, leia a página 3 do primeiro caderno e junte depois à notícia da página 6 do terceiro caderno.



No jornal O Globo de ontem eu recortei duas notícias em espaços e páginas diferentes e as relacionei ao Programa Nacional de Segurança Pública (Pronasci), conhecido por PAC da Segurança


Apresento os textos em seqüência para as reflexões dos ilustres leitores deste modesto blog. Atenção, Não contém para o Lula e o seu ministro da Justiça, que não vão gostar.



1. Globo, página 4, edição 18/10/2007:



“Uma bolsa destinará dinheiro para jovens reservistas, outra para jovens em situação de risco, a terceira para mães líderes comunitárias.”



2. Globo, página 18, edição 18/10/2007. A Guerra do Rio. A batalha da Coréia (favela):




“Juntamente com armas e drogas, os policiais apreenderam um farto material da contabilidade do tráfico da Favela Coréia. . .

Segundo policiais, as ‘tias’ são senhoras que moram na favela, consideradas acima de qualquer suspeita. Quando um bandido é preso, elas vão às delegacias atestar que ele é trabalhador. Também fazem visitas nas penitenciárias para garantir a comunicação do criminoso com o mundo externo e podem esconder armas e drogas. Segundo as anotações, as ‘tias’ recebem R$300 para despesas como alugel”.


PANO RÁPIDO. Só para lembrar, o Pronasci está orçado em R$6,7 bilhões para distribuição em 98 programas. Um deles, para as líderes comunitárias.


Tem “tia” esfregando as mãos.


Wálter Fanganiello Maierovitch.



Postado por Walter - Comente comentário(s)



Cocaína e Speed para Emagrecer.








.A revista semanal britânica Now contratou o Instituto Demographix para realizar, -- por internet--, uma pesquisa sobre regime alimentar com mulheres.


Pela pesquisa, uma (1) mulher em sete (7) cheira cocaína para perder peso. Muitas outras, ingerem laxantes e, também, consomem anfetaminas (speed).


Pode-se concluir que muitas britânicas estão dispostas a perder a saúde em busca de linhas perdidas por alimentação não saudável.


Para as que optaram pelas drogas proibidas (cocaína e anfetaminas) e laxantes, as dietas tradicionais ou os regimes alimentares drásticos não funcionam. Isto porque, para a maioria das participantes da pesquisa, em poucas semanas, o peso perdido é recuperado. E a balança, evidentemente, nãos as deixa enganar.


Num grupo de 10 mulheres, três (3) admitiram que provocam o vômito depois da refeição. No mesmo grupo de dez, uma disse estar disposta a recorrer à cirurgia de redução do estômago para perder peso.


Um outro dado destacado pelo Instituto Demographix mostra que oito (8) mulheres em cada dez (10) estão fazendo dieta.
Resumo da pesquisa:

a) 37% das que participantes usam medicação para emagrecer;

b) 15% partiram para a cocaína ou anfetamina;

c) 26% usam laxantes.

d)
1/3 somam diariamente os números de calorias ingeridas.



Ouvido pela revista Now sobre os resultados, o responsável pelo National Drug Prevention Alliance, com sede em Londres, frisou: “As mulheres usam drogas para emagrecer, como muitas fumam cigarros de tabaco. Só que deveriam saber que tal comportamento é perigoso. Há o risco de problemas cardíacos graves.



PANO RÁPIDO. A cocaína e o speed são drogas psicoativas. Aumentam a velocidade cerebral e causam risco de parada cardíaca. As pessoas transpiram e perdem o apetite. Podem virar magricelas e dependentes de drogas ilícitas.
Como disse o Dr. Luís Fernando Correira no seu comentário de hoje, na a CBN e no boletim Saúde em Foco, “não existe pílula mágica”.

A minha saudosa mãe Lydia brincava ao falr ser francesa a melhor receita para emagrecer. A receita era o Ferme la Bouche .
Walter Fanganiello Maierovitch.


Postado por Walter - Comente comentário(s)



PROIBIDO INDICIAR.





Daumier (1808-1897): Le Gens du Justice.



.O Supremo Tribunal Federal (STF) sofreu modificações na sua composição, pela chegada de novos ministros. Motivo: aposentadorias por tempo de serviço ou a chegada dos 70 anos, causadora de saídas compulsórias, conforme previsto na Constituição da República.



Na sua composição(são 11ministros), o STF conta com uma maioria formada por ministros recém investidos.



Esse “renovado STF” tem enfrentado questões polêmicas, de repercussão e grande interesse social : recebimento de denúncia no chamado “caso do mensalão”, fidelidade partidária em sistema eletivo proporcinal, etc.



Todas as questões relevantes foram acompanhadas, “ao vivo e em cores”, pela mídia. Canais abertos e fechados de televisão mostraram os julgamentos. Os telejornais, as rádios, as revistas semanais e os grandes jornais do pais, acompanharam os votos dos ministros, colheram opiniões e produziram editoriais (posição do jornal).



Isso contribuiu para o cidadão-comum melhor conhecer o STF. E um tabu antidemocrático e de raiz autoritária está sendo quebrado.



Com o tabu, -- que se difundiu em período em que tínhamos um Poder Judiciário pouco transparente, --formado por magistrados encastelados e a se imaginar sem o dever de dar satisfações dos seus atos---, criou-se a falsa crença de que decisão do STF não se discute, mas apenas se cumpre.



Decisões de Tribunais, numa democracia, devem ser cumpridas. Mas, isso não impede que sejam discutidas e criticadas. Até porque o STF também erra. Mais, cria casuísmos (confira-se decisão sofre fidelidade partidária e fixação de termo verificador em 27 de março) e se esquece não podee legislar.



Na sua última decisão de repercussão, o STF, por 6 votos contra 4, errou ao blindar, ainda mais, os detentores de foro privilegiado.



O STF passou a impedir que os delegados de polícia indiciem autoridades detentoras de foro privilegiado. E anulou os indiciamentos dos senadores Magno Malta e Aloísio Mercadante.



Alguns saudosos (os jurista preferem o termo “pranteado”) tratadistas do processo penal devem estar a virar nas sepulturas. É que eles sempre ensinaram que indiciamento é ato próprio da polícia judiciária, que apura a autoria e a materialidade dos crimes.



Convém lembrar que a polícia, ao investigar, recolhe elementos de prova. E do trabalho investigatório, presidido por um delegado de polícia, podem surgir suspeitos.



Quando os indicativos passam a ter peso, credibilidade, lastro de suficiência, o suspeito vira indiciado, ou seja, imputado. No inquérito policial, o indiciamento é ato formal. Ou seja, a partir dele, imputa-se a alguém um crime.



Numa antiga lição do falecido professor Sérgio M. Moraes Pitombo, extraída da sua festejada monografia sobre o Inquérito Policial, ficou gravado:

“O suspeito, sobre o qual se reuniu prova da autoria da infração, tem que ser indiciado. Já aquele que, contra si, possui frágeis indícios, ou outro meio de prova esgarçado, não pode ser indiciado. Mantém-se ele como é: suspeito”.



Contra o indiciamento ilegal ou abusivo, o remédio é o habeas corpus, por falta de justa causa. E numa petição de habeas-corpus, -- que qualquer do povo poderá ajuizar (não precisa ser advogado, indiciado ou parte no processo)---, existe a figura da autoridade coatora. O apontado como coator, em sede de habeas corpus, é chamado a prestar informações.



Com a decisão do STF em comentário, o que poderá ocorrer quando um ministro determinar o indiciamento de deputado, senador, presidente da república, que gozam de foro privilegiado ?



O próprio STF vai examinar se um dos seus pares (ministro da Corte Excelsa),-- na condição de ministro-indiciador e autoridade coatora--, cometeu ilegalidade ou abuso.

Uma situação esdrúxula, estranha ao sistema consagrado na lei processual penal. Tudo causado pela substituição de um delegado de polícia por um magistrado.



PANO RÁPIDO. O indiciamento é ato privativo da polícia judiciária e não de Tribunais. Representa uma garantia individual, pois, a partir da formalização (indiciamento), caberá o remédio heróico do habeas corpus.



Magistrados ou ministros do STF não podem virar juízes de instrução (sistema não acolhido no Brasil, que optou pelo inquérito policial), a subtrair atribuição privativa de policiais.

Wálter Fanganiello Maierovitch.

..............................

Confira comentário recebido.



lamentavelmente aspectos políticos e não técnicos acabam prevalecendo em alguns julgamentos do STF.

Marcelo Baez | E - mail | 18/10/07 23:24:45




Postado por Walter - Comente comentário(s)



FIDELIDADE PARTIDÁRIA: para todos os cargos eletivos.






.A Constituição da República é de 1988. Com a nova Carta em vigor, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu, por maioria de votos e no final dos anos 80, que não havia fidelidade partidária.



Em 2007, numa mera consulta administrativa sem força vinculante, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) respondeu, com pleno acerto, que no sistema proporcional, havia fidelidade partidária. A decisão foi publicada em 27 de março passado.



No dia 4 deste mês em curso, o STF, por maioria, mudou a sua jurisprudência dominante. Afirmou a fidelidade partidária e, como se fosse poder legislativo, fixou o 27 de março como marco regulador. Mais, determinou ao TSE para, por resolução, determinar o rito procedimental para apreciação de pedidos de retomada de cadeiras de infiéis, observada ampla defesa e instrução para comprovação das razões da troca.



Ontem, o TSE, também em sede de consulta administrativa e mantendo coerência , respondeu que a fidelidade vale também para os cargos eletivos majoritários. Deixou para a próxima sessão a fixação de marco regulatório.



A propósito, o jurista Paulo Bossard, da tribuna do STF, já havia frisado: “só pode concorrer a uma vaga no Legislativo o filiado a partido político. Isto porque a cadeira é do partido”.



As colocações de Brossar, por evidente, valiam para os casos de eleições majoritárias para senadores, prefeitos, governadores e presidente da República.



Se alguém provocar, o STF, também por coerência, vai confirmar a fidelidade para todos os cargos eletivos majoritários.



Sobre a repercussão da decisão do STF, peço licença para reproduzir um trecho do que escrevi, em matéria especial, para a Revista Carta Capital:



“Passado o primeiro impacto da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre fidelidade partidária de eleitos pelo sistema proporcional, já existe, pelo Brasil, uma certeza entre os trânsfugas, para usar a terminologia empregada por ministros do Pretório Excelso. A propósito, um termo menos conhecido e menos agressivo do que desertor, infiel, apóstata (da fé partidária) e covarde, para ficar em alguns verbetes dos dicionários.



Já estarei numa outra, talvez prefeito, quando a Justiça eleitoral decidir sobre a minha infidelidade, afirmou um vereador ouvido.



Pela lentidão da Justiça, longa instrução sobre ocorrência de perseguição, mudança programática e quejandos, um processo eleitoral por infidelidade perderia o objeto e seria extinto, sem exame de mérito, na hipótese de não apreciado antes do término do mandato eletivo.


No caso de vereadores, e segundo decidiu o STF acerca do devido processo legal e da ampla defesa, tudo se inicia com o juiz da zona eleitoral. Depois vêm os recursos ao Tribunal Regional Eleitoral, Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Supremo Tribunal Federal. Em menos de quatro anos, seguramente, uma decisão definitiva não sairia.



Quanto aos âmbitos estadual e federal, instâncias são abreviadas pelo foro privilegiado. Quanto mais se sobe em degraus, mais se demora pelo afunilamento.



Fora isso, a iniciativa para a instauração do processo por quebra de decoro, depois da regulamentação a ser feita pelo TSE e de constitucionalidade pra lá duvidosa, é do partido. Muitos, poderão deixar para lá. Como outros não, quebra-se a ética da igualdade de tratamento.


Por acórdão, o STF determinou ao TSE a elaboração do procedimento verificador da quebra da fidelidade. Em outras palavras, o TSE irá legislar matéria processual, fora do seu campo de competência constitucional. A atribuição para a Justiça eleitoral legislar é restritíssima a períodos eleitorais.



Quando se noticiou ter o STF garantido, como guardião da Constituição, a fidelidade partidária e sepultado o troca-troca, houve uma justa euforia, em especial pela mercantilização dos cargos pertencentes ao povo e a descaracterização da representação popular.



A verdade é que o STF precisava mudar uma orientação pouco feliz, que escancarou a porta para o troca-troca.”



PANO RÁPIDO. Será que alguém perderá o mandato por infidelidade partidária ?



Quem viver, verá.


Wálter Fanganiello Maierovitch.



.................................................


Confira o observado pelo internauta Chi Qo, que sempre nos honra com o seu incrível poder de síntese.

Até que em fim viram que esse troca-troca é uma falta muito grande de vergonha na cara!


Um Abraço!


Chi Qo | E - mail | 18/10/07 13:55:41

.............................
Contribuição sem identificação. CONFIRA.

1. E difícil para um cidadão comum entender. Uma coisa, no entanto, é evidente: nosso arcabouço jurídico é uma bagunça. Só agora foram definir algo tão importante? E os deputados? Como ficam? São representantes do povo ou dos partidos?

17/10/07 23:46:08

..........................




Postado por Walter - Comente comentário(s)



CARTOON ANTIMÁFIA.



.
Provenzano, única foto e quando fez serviço militar.





Provenzano, envelhecido por programa de computador.





Provenzano, quando preso.






Foi lançado hoje na Itália um cartoon cujo personagem central é Bernardo Provenzano, ex-chefe de governo da Máfia, preso em abril de 2006.



As vendas dos desenhos animados superaram as expectativas, em especial em Palermo, capital da Sicília e da Cosa Nostra.



Provenzado ficou foragido durante 43 anos, sem nunca ter deixado a Sicília e o comando da organização criminosa. Durante o período que era considerado foragido da Justiça, só saiu da Sicília uma vez. Foi quando operou a próstata num hospital de Marsellha (França).



Os desenhos animados são produzidos pela Zerocento, uma pequena empresa formada por jovens sicilianos que, pela divulgação de “cartoon”, pretendem combater a Máfia e a cultura mafiosa.



O capo-mafia Provenzano é ironizado nos desenhos animados. É apresentado com problemas de “gota” e dotado de pouca inteligência: cérebro do tamanho da cabeça de um alfinete.


Wálter Fanganiello Maierovitch.


Postado por Walter - Comente comentário(s)



Governador da Sicília favorecia a Máfia.





foto: governador da Sicília, Totó Cuffaro.


.....

O procurador adjunto antimáfia de Palermo acaba de pedir, -- em alegações finais--, a condenação de Salvatore Cuffaro (Totó Cuffaro), governador da Sicília (denominado presidente da região da Sicília, em face da Itália ser um estado unitário e não federado como o Brasil e os EUA).



Segundo o procurador Giuseppe Pignatone , o caso não é de associação mafiosa mas de favorecimento, agravado pela função pública que permitiu o recebimento de informes.



Com tal postura, Pignatone, mais uma vez, divide a Procuradoria Antimáfia. Muitos procuradores, --que trabalham em processsos originários da investigação principal chamada Operação Topera (iniciada em 1991)--, entendem que seria caso de associação mafiosa e não de favorecimento.



Pignatone notabilizou-se por se opor ao juiz Givanni Falcone, mártir na luta contra a Máfia, que sustentava ligações da Cosa Nostra com políticos.



Pelo crime de favorecimento agravado, o governador Totó Cuffaro , segundo Pignatone, deverá ser condenado à pena de oito (8) anos de reclusão. Com isso, perderá, como efeito da condenação, o cargo e novas eleições deverão ser designadas.



Totó Cuffaro nega as acusações. A prova mais contundente revela que o boss mafioso de nome Guttadauro foi avisado de que uma microespia fora colocada na sua casa. Assim, conversas comprometedoras com políticos estavam sendo registradas.



Com a informação, o chefe mafioso Guttadauro vasculhou e destruiu paredes e forrações da sua residência. Acabou por encontrar e destruir o equipamento de escuta ambiental.



O mafioso comunicava-se muitas vezes com Domenico Miceli, amigo íntimo de Totó Cuffaro e eleito deputado regional na lista do partido Udc, comandado, na Sicília, pelo referido Cuffaro.



Conforme a acusação, -- e o processo criminal conta com outros réus menos ilustres--, Cuffaro passaria informações reservadas sobre investigações, obtidas junto à Procuradoria Antimáfia de Palermo, e referentes a pessoas ligadas à Cosa Nostra. Tudo com o intuito de favorecer a organização criminosa.



A sentença, a ser lançada por órgão colegiado (formado por juízes leigos e togados), deverá ser anunciada,-- segundo cálculo otimista-- nos próximos dez dias.



A investigação contra Cuffaro foi extraída de uma outra maior, camada Operação Topeira. Ela apurou ligações de mafiosos com políticos e empresários.



Também se investigoua fuga de notícias saída da Procuradoria Antimáfia de Palermo. No particular, é acusada Antonella Buttita, que era secretaria da Procuradoria Antimáfia de Palermo.



O ambiente na Procuradoria Antimáfia é o pior possível. O procurador Gaetano Paci conduzia a investigação e estava convencido de denunciar Totó Cuffaro por associação externa à máfia. Seu sucessor, Pignatone, entendeu ser apenas caso de favorecimento.


Wálter Fanganiello Maierovitch.


Postado por Walter - Comente comentário(s)






foto da série "Inimigos íntimos".



Al Gore ou Hillary Clinton?


No Justiça e Cidadania de hoje, eu e o jornalista Milton Jung conversamos sobre a virada política nos EUA, com a iminente entrada de Al Gore na disputa pela sucessão presidencial. Bush deixará a presidência em 20 de janeiro de 2009.


Para quem tiver dúvida sobre Al Gore, é bom lembrar que na quinta feira 11 um grupo de cidadãos abastados, em página inteira do jornal The New York Times, pediu para ele concorrer à presidência dos EUA, pelos democratas. Já tem site, página na internet e lista para coleta de assinaturas.


Por incrível que possa parecer, um camioneiro britânico, --residente no Reino Unido--, é que poderá dar uma carona para a senadora Hillary Clinton. Isto para ela tentar recuperar fôlego, na sua corrida à presidência dos EUA.


Mas, atenção. Com o título de campeão mundial da luta para salvar o planeta. Mais um Oscar na mão com documentário sobre aquecimento global e, de quebra, meio Nobel da Paz, o ex-vice presidente Al Gore já pinta como candidatíssimo pelos democratas e, também, como sucessor do republicano Bush.


Quanto ao camioneiro, -- como já destaquei em “post” deste blog--, ele desconfiou do documentário de Al Gore, que recebeu o título de “Uma Verdade Incômoda” (“An Inconvenient Truth”).


Referido camioneiro bateu na porta da Justiça britânica, pois os seus dois filhos poderiam, em escolas públicas, assistir a um documentário com visão unilateral e, como frisou, haver “risco de lavagem cerebral”.


A Corte britânica entendeu, com base em consultas realizadas junto a especialistas, que o documentário de Al Gore foi produzido num contesto alarmista e com exageros. E a Corte identificou nove (9) erros no documentário de Al Gore.


Seguem alguns dos erros identificados:

1). No episódio dos ursos mortos por afogamento na região polar e em face de desgelo pelo calor, o fato foi bem outro.


Apenas 4 ursos morreram. Não afogados ou de calor, mas em razão de uma tempestade de neve.


2). No complexo montanhoso do Kilimanjaro, na Tanzânia, não há comprovação científica de desgelo gerado por efeito estufa.


3). Para os especialistas, a subida dos mares em 6 metro não ocorrerá num futuro próximo, como frisou Al Gore , mas em milênios.


4). O fim da corrente marítima no Golfo do México, afirmada por Gore, é altamente improvável.


Segundo a Justiça britânica, o documentário vai poder ser exibido nas escolas britânicas, mas com espaços para críticas e com os professores especialmente preparados para as discussões. Até porque o problema do aquecimento existe, é real, embora o republicano Bush não queira ver. Com isso, nem o populista Rudolf Giulliani, ex-prefeito de Nova York, conseguirá aumentar a chance dos republicanos continuarem na Casa Branca.


PANO RÁPIDO. Os nove erros do documentário não irão abalar a confiança do cidadão norte-americano em Al Gore. Nem com o camioneiro a acelerar para Hillary Clinton conseguir chegar e faturar a convenção democrata. De se acrescentar: nem com ela a usar a imagem de Bill Clinton, com o qual mantém convivência apenas formal, ou seja, uma falsa aparência de casamento.


Mas, como por duas vezes (a primeira com uma mão da Suprema Corte) George W. Bush foi escolhido, toda a previsão torna-se difícil.


Wálter Fanganiello Maierovitch.




Atenção, atenção.


Dados os recados deixados na Caixa Postal, relaciono os demais erros do documentário, além dos enumerados:


--Lago do Chade. Fica no coração da África (Chade) e não existem provas de que irá secar ou de que a redução do nível de água deriva do efeito estufa.


--Idem com relação ao furacão Katrina.


--dá razão a Al Gore quanto,em três regiões, fala do fenômeno de gases a produzir efeito estufa por queima de combustível fósseis. Mas, entende exagerada às conclusões sobre a extensão dos efeitos.

PANO LENTO . Estão relacionados os 9 erros. E um internauta, com relação ao post acima, reclamou por só ter identificado o caso dos ursos. Nem sempre a leitura dinâmica é confiável.
WFM.




Internauta faz o Pano Rápino do "post"


Como se costuma dizer, vamos ver o que acontece.


Eu ainda acho que o pior vai mesmo acontecer e não vou comprar terreno ou casa na praia. Só por segurança.


Desconfio que nos próximos tempos vão atacar ainda mais os fatos do filme de Gore, mas é porque interessa não mostrar um mundo em decadência; afinal isso é péssimo para os negócios.

Chi Qo | E - mail | 16/10/07 17:21:43







Postado por Walter - Comente comentário(s)







Cosa Nostra de Nova York: vitória na Justiça.



Quatro são as “famiglie” (famílias) históricas da Cosa Nostra de Nova York: Gambino, Lucchese, Genovese e Colombo .



Elas formam a chamada máfia sículo-americana (siciliana-norte-americana) concebida pelo imigrante italiano apelidado Lucky Luciano, registrado ao nascer com o nome de Salvatore Luccania.

,

A “famiglia Gambino” foi fundada pelo “mammasantissima” Carlo Gambino. O nome de maior destaque entre os Gambino foi o sanguinário e exibicionista John Gotti , preso em 1990. Condenado à prisão perpétua, Gotti morreu no presídio, de câncer na garganta, em 10 de junho de 2002.

.

Outro expoente, ainda vivo, é Rosário Gambino . Ele já descontou a pena de 22 anos de prisão por tráfico internacional de drogas. Atualmente, aguardo julgamento de pedido de extradição feito pela Justiça italiana por associação mafiosa.



Rosário Gambino, no aguardo do julgamento do pedido de extradição, está custodiado no Centro de Detenção de Imigrantes localizado em São Pedro, na Califórnia.



Embora em grau de apelação, Rosário Gambino, como revelou hoje o Los Angeles Times , obteve uma vitória na Justiça.



O juiz federal D.D.Sitgraves negou o pedido de extradição. Observou que Rosário Gambino está condenado a cumprir pena sob regime de cárcere-duro” (art.41, bis) previsto no Código Penitenciário Italiano. E para o magistrado Sitgraves, o artigo 41-bis equivale a uma forma de tortura e viola a convenção das Nações Unidas sobre a matéria.

.

Rosário Gambino vai aguardar custodiado, -- num país que admite penas de prisão e perpétua e de morte--, a decisão em sede de apelação.



Seu advogado, Joseph Sandoval, sustenta que a extradição e colocação em regime especial para mafiosos perigosos colocaria em risco a vida de Rosário Gambino, que já viveu encarcerado por 22 anos.



Parêntese. O artigo 41-bis foi introduzido no Código Penitenciário depois de a Máfia ter declarado guerra ao Estado italiano. Cidades como Roma, Milão e Florença, foram dinamitadas. E juízes como Giovanni Falcone e Paolo Bosorselino, acabaram mortos em explosões arquitetadas e executadas pela Máfia.



Os grandes chefes mafiosos, como o sanguinário Totó Riina, apelidado de “capo dei capi” (chefe dos chefes), encontram-se nesse regime. Um regime para mafiosos perigosos.



Num resumo, pelo sistema previsto no artigo 41, bis, o mafioso considerado perigoso sofre restrições às visitas, com colóquios limitados: com advogado é livre e a troca de correspondência, ou seja, não há censura.



As celas são individuais e não permitem comunicação com outros encarcerados. O horário para permanecer ao “ar-livre” é limitado e sem contato com os demais.



O preso não sai para as audiências, que são realizadas por sistema de vídeo-conferência. A correspondência, com exceção a dos advogados, é censurada.



O sistema, para proteção e preservação do Estado, foi considerado, para mafiosos perigosos, não violador de direitos, pela Corte de Direitos Humanos da União Européia.

Wálter Fanganiello Maierovitch


Postado por Walter - Comente comentário(s)





imagem: símbolos da KGB, o temível serviço de ilinteligência soviética.



Putin na mira dos 007.






Por incrível que possa parecer, o presidente Vladimir Putin, ex-KGB, enfrenta problemas insolúveis nos campos da espionagem e da contra-informação.



A transformação da KGB em FSB, --mantida a sede no “palácio dos horrores” (Lubianka)--, não solucionou problemas, mas agravou-os.



No novo regime, -- pós a extinção da União Soviética--, vários espiões deixaram a KGB para prestar serviços aos oligarcas e às inúmeras máfias russas.



Os 007 que ficaram na FSB passaram a se dedicar ao jogo político. Aliás, estão no momento agitadíssimos. Isto em face das eleições parlamentares de dezembro próximo e a presidencial de março de 2008.



Num clima de guerra entre 007, não surpreendeu o informe de que o presidente russo Putin seria assassinado na viagem ao Irã, que começará amanhã.



A Rússia foi contrária às sanções propostas contra o Irã por descumprir orientação da ONU e continuar seu programa nuclear.



Convém lembrar que a Rússia, no governo Putin, fornece equipamentos para o programa nuclear iraniano.



Diante disso, os iranianos (que dão apoio maciço ao programa nuclear do presidente Ahmadinejad) não seriam os pricipais suspeitos num eventual atentado contra a vida de Putin.



Parêntese: mais um complô da Cia ? Apenas falso informe para chamar a atenção ? Ou, tudo decorrência da guerra entre os 007 russos da FSB (sucessora da KGB) ?



O certo é que Putin, que se move com habilidade no minado campo das relações internacionais, estará com Ahmadinejad para discutir exatamente o programa nuclear iraniano, considerado, pelo presidente iraniano, como desenvolvido para fins pacíficos.



Talvez a Cia esteja apenas como observadora. Há uma divisão entre os 007 russos, no que toca à sucessão de Putin.

Na Rússia, parte da “comunidade de informações” (para usar termo favorito da arapongagem nacional ao tempo do famigerado SNI), trabalha em favor de Sergei Ivanov.

Sergei Ivanov, além de vice-premier e ex-ministro da Defesa, formou-se e saiu das fileiras da KGB, como Putin.

Mas, Sergei Ivanov não é unanimidade entre os 007, que, secretamente, preparam-se para lançar um candidato à presidência.



O candidato a ser lançado terá a tarefa de derrubar a pretensão de Putin de se tornar, na presidência de Ivanov (seria mero chefe de Estado), um primeiro ministro, ou seja, chefe de governo. Para essa facção de 007, Sergei Ivanov será, caso eleito presidente, uma marionete nas mãos de Putin.



Nesse quadro, a única informação correta é a seguinte: desde 1943 um presidente russo não pisa no Irã. Em 1943, lá esteve Stalin. Assim mesmo acompanhado de Churchill e Roosevelt.


Wálter Fanganiello Maierovitch.


Postado por Walter - Comente comentário(s)






Al Qaeda mira na Igreja e papa faz pronunciamento.



A Al Qaeda do Iraque tem a sua base em Mossul, terceira cidade em importância do país e distante 350 km da capital Bagdad.



No sábado 13, a organização terrorista Al Qaeda do Iraque seqüestrou, -- pela primeira vez---, clérigos católicos, do rito sírio (mais antigo que o católico-latino).



Os dois padres seqüestrados nasceram no Iraque e viviam em Mossul.



Um dos seqüestrados, padre Pius Afãs, tem 60 anos de idade e já dirigiu, em língua árabe, a revista “O Pensamento Cristão”. O segundo seqüestrado, Mazen Ishoa tinha se ordenado sacerdote há pouco menos de um ano. Ele tem 35 anos de idade e ingressou no seminário depois de completar o serviço militar.



Segundo fontes da Igreja, os seqüestradores quaedistas já estipularam o preço a ser pago pela libertação dos dois padres.


Domingo, no tradicional Angelus, com benção Urbi et Orbi dada da janela dos aposentos papais, Bento XVI pediu a libertação imediata dos sacerdotes e frisou:-“ Continuam a chegar do Iraque graves notícias de atentados e violências. Entre elas, fiquem a saber, hoje, a notícia dos seqüestros de dois bons sacerdotes da Arquidiocese sírio-católica de Mosul, ameaçados de morte”.



Já se teve a notícia, em Bagdad, de seqüestro de clérigo por insurgentes. Pela primeira vez, no entanto, chegou a notícia de seqüestros de padres católicos pela Al Qaeda do Iraque.

PANO RÁPIDO.

Como regra, o seqüestro de pessoas tem por meta a obtenção de recursos financeiros para sustentar a insurgência iraquiana. No Afeganistão, estrangeiros, agentes de organizações humanitárias e jornalistas são os principais alvos.

A se confirmar a notícia da exigência dos seqüestradores (fala-se em US$1,0 milhão), fica claro que a cúpula da Al Qaeda não está conseguindo manter a rede de circulação de capitais que sustenta as organizações afiliadas e semi-independentes.

Semi-independentes porque os líderes regionais não podem se manifestar sobre religião e política. No particular, a morte do bombardeado Al Zarquawi (jordaniano fundador da Al Qaeda do Iraque) representou um alívio para Bin Laden e al Zawahiri. Ele já estava a falar pela organização e conseguia mais espaço na mídia internacional do que Bin Laden e Zawahiri.

Quanto ao pronunciamento do papa Ratzinger, foi prudente. Felizmente, pois ele se caracteriza por trapalhadas planetárias.
álter Fanganiello Maierovitch.


Postado por Walter - Comente comentário(s)




juízes Giovanni Falcone e Paolo Borselino, vítimas da Máfia.




Coisas de Cosa Nostra.


Mais uma vez relembro o título do livro Cose di Cosa Nostra (Coisas de Cosa Nostra). No livro, a jornalista francesa Marcelle Padovani reúne depoimentos do juiz Giovanni Falcone , mártir da luta contra a criminalidade organizada transnacional, de modelo mafioso.


Marcelle está radiacada na Itália há anos e, além de escritora, é correspondente da respeitada Nouvelle Observateur. O seu livro é considerado o testamento deixado por Falcone.


Com efeito. Neste final de semana, a Direção de Investigação Antimáfia (DIA) da siciliana cidade de Catânia seqüestrou 5 cavalos puro-sangue inglês pertencentes ao clã mafioso de Nitto Santapaola.


Dentre os cavalos estava o campeão Mister Personal . Na sua última corrida, o campeão foi montado por Frankie Dettori um dos mais famosos jóqueis europeus. E faturou o grande prêmio da Sicília.


Cada cavalo apreendido, segundo avaliação da DIA, custa 50 mil euros, ou seja, cerca de R$150.000,00.


O cavalo Mister Personal foi parar nas mãos do clã por uma extorsão velada. O clã chegou a recomendar ao anterior proprietário cuidados especiais na verificação daquilo que o cavalo comia, para evitar envenenamento. Também para que mantivesse prudência no transporte do animal a fim de evitar acidentes, como, por exemplo, uma pata quebrada.


O capo-clan é Nitto Santapaola que está preso e condenado a prisão perpétua. Ele ficou foragido da Justiça italiano durante 13 anos, sem perder o controle do clã e manter como quartel-general todo o bairro de San Cristoforo.


Nitto integrava a cúpula mafiosa (Comissione), no período de gestão dos corleoneses (cidade de Corleone) Totó Riina e Brenardo Provenzado.


Em San Cristoforo tudo gira em torno de corridas de cavalos, uma das paixões mafiosas. Isto a ponto de transformar a atividade em “negócio”, com controle de apostas fora de hipódromos e corridas de “cavalos drogados”: fora de hipódromo e com cavalos drogados a ponto de muitos caírem mortos no meio da corrida.


O clan Santapaola controla, também, o mercado de carne eqüina, vendida em supermercados.


Com a prisão de Nitto, o clã ficou sob gestão do seu problemático e violento sobrinho, Ângelo Santapaola. Este se deu mal e atritou com a cúpula mafiosa controlada, após a prisão de Riina, por Bernardo Provenzado.


A ordem de Provenzano era de a “Máfia” fingir-se de morta, depois do período de guerra ao Estado promovido por Riina. Todos os assassinatos foram proibidos por Provenzano. As exceções, só com ordens de Provenzano.


Ângelo Santapaola não obedeceu as ordens. O clã continuou a cometer homicídios. Em setembro passado, por exemplo, foram quatro assassinatos em quatro dias, em Catânia.


No dia 1 de outubro transato, Ângelo Santapaola pagou o preço da desobediência. Foi fuzilado e queimado junto com o seu guarda-costa.


Enfim, Cose di Cosa Nostra . Máfia que continua viva e forte, depois do primeiro aniversário de prisão de Provenzano.



No momento, para ter idéia, o governador da Sicília, Salvatore Cuffaro, responde a processo criminal por favorecer a Máfia.


Wálter Fanganiello Maierovitch.


Postado por Walter - Comente comentário(s)



Justiça: camioneiro breca Al Gore.


.

foto Reuters.:Al Gore.







Al Gore, com o documentário “Inconvenient Truth” (Verdade Incômoda), conseguiu faturar um Oscar e dividir um Nobel da paz.



Tornou-se o cult , referência internacional principal, quando em debate a questão do aquecimento global.



Certamente não estava nos seus planos cruzar com o camionista Kent, pai de dois estudantes de escola secundária britânica.



Kent preocupou-se com a compra, pelo governo britânico, de 3.500 cópias do documentário de Al Gore. Isto para exibições em escolas do Reino Unido: num primeiro momento em Londres e no País de Gales.



E Kent preocupou-se porque o documentário seria assistido pelos seus filhos, em escolas públicas.



No exercício do seu direito de cidadão, Kent foi a Justiça britânica. E a alta Corte de Justiça entendeu que o documentário é político e com muitos erros
.

Por exemplo, não é verdade que os ursos polares estão morrendo de afogamento e calor em face da redução das geleiras. Apenas quatro ursos morreram e isto em razão de uma tempestade.



Os juízes da Corte de Justiça britânica, dentre outros erros, verificaram, com base em pareceres científicos de expertos consagrados, que não existe prova de o efeito estufa estar a derreter as neves do Kilimanjaro. No particular, a afirmação do documentário é incorreta.


A Corte superior de Justiça não proibiu as compras e nem as exibições. Determinou, no entanto, que os professores, na escolas britânicas, preparem-se para informar aos alunos os erros, as discordâncias entre especialistas, as críticas ao documentário. Mais ainda, que os alunos saibam tratar-se de um “documentário político, alarmista e com exageros” .



A grande vitoria foi do camioneiro Kent, dada a sua inestimável colaboração aos jovens estudantes.


Numa entrevista coletiva, -- depois do julgamento--, Kent frisou: “ a visão única sobre uma questão de tamanho relevo e de interesse planetário pode ter o efeito de lavagem cerebral”


PANO RÁPIDO.

Chego a imaginar uma reunião de Kent com os camionerios brasileiros. Aqueles que usam droga psicoativa, apelidada por eles de “arrebite”. Eles se drogam para conseguir, -- com a carga transportada---, chegar ao destino no prazo estabelecido pelas transportadoras Com esse comportamento irresponsável e imprudente, têm causado colisões e mortes nas estradas. No particular, o efeito da droga (“arrebite”) não dá pré-aviso de término: o camioneiro, de repente, “apaga” (dorme) no volante.

Wálter Fanganiello Maierovitch.


......

Confira comentário de Daniela, do Idiomcenter de S.José do Rio Preto.


O post nos coloca claramente a diferença gritante de culturas e de compartamentos entre brasileiros e britânicos.Quantos brasileiros têm o mesmo senso crítico do camioneiro Kent?
Answer it if you can.
Daniela Accorsi.


......................

Confira.

No Brasil, das inúmeras “máfias” (grupos do crime organizado, ou de interesse, ou clubes etc), a primeira coisa que o “iniciado” aprende é que aos “amigos tudo, aos inimigos a lei ou nada”.
Como é que um povo desse vai ter senso crítico para discordar?

E quando o assunto é Educação Escolar?

Então, vejamos (Livro: A cabeça do Brasileiro – de Alberto Carlos Almeida – Ed Record – 2007):

A POLÍCIA ESPANCAR OS PRESOS PARA ELES CONFESSAREM CRIMES É UMA SITUAÇÃO:

CONFORME ESCOLARIDADE

51% dos ANALFABETOS acham CERTA.

44% com até 4ª SÉRIE acham CERTA

41% com 5ª A 8ª SÉRIE acham CERTA

31% com ENSINO MÉDIO acham CERTA

14% com SUPERIOR OU MAIS acham CERTA.

kirkfan | E - mail | 13/10/07 18:43:46






Postado por Walter - Comente comentário(s)




fotografia:Vovó Cannabis comanda uma passeata.



Rendez-Vous: Maconha Francesa.


Na França, o “haxixe” (resina canábica) procedente do Marrocos está perdendo mercado. A tendência dos franceses gerou uma migração para a natural maconha, plantada em casa.


Estima-se que duzentos mil franceses cultivam a erva canábica nas suas residências. Ao detectar tal tendência, a polícia já saiu a campo, em busca de cultivos ilegais.


Uma primeira grande surpresa ocorreu na cidade de Tolone. No quarteirão residencial de Seyne-sur-Mer. Os policiais encontram uma mansão forrada de pés de cannabis. Em todas as dependências: oito quartos, banheiros, buraco da piscina, garagem, etc.


Para os policiais, que aprenderam uma grande quantidade de lâmpadas especiais (iguais as empregadas na iluminação de vias públicas) usadas no cultivo, a “safra” renderia milhões de euros.


Só para lembrar. A França, quanto às drogas ilícitas, tem legislação pesa e criminalizante com relação ao usuária. Em rigidez, só perde para a da Suécia.
Na Grã Bretanha, por plantar maconha em casa, a Patrícia Tebran, apelidada de Vovó Cannabis , acabou se dando mal.


A coitadinha da Vovó Cannabis, que plantava em casa a erva para empregar nas suas receitas de bolos e salgados, acabou, pela Justiça do Reino Unido, sendo processada, condenada e com “sursis” (suspensão condicional da execução da pena por dois anos.


Com o episódio, a Vovó Cannabis acabou faturando uns bons trocados, suficientes para garantir o resto da sua velhice. É que seu livro de receitas vende uma barbaridade, em especial na França.


Walter Fanganiello Maierovitch.


Nota: O livro de receitas canábicas da britânica Patricia Tabran estourou em vendas, em 2005, quando ela foi presa e respondeu a processo por manter em casa, plantado em vasos, pés de maconha.

Patricia Tabran-- conhecida no planeta pelo apelido de Vovó Maconha -- usava a erva cultivada para fazer bolos e quitutes. Nas reuniões de aposentados, ela levava os pratos preparados à bse de maconha, para seus pares idosos, que se deliciavam, inclusive com a transgressão.

O livro da Vovó Cannabis tem o título: "Vovó se Alimenta de Maconha".

WFM.



Postado por Walter - Comente comentário(s)






Rodin: o Pensador.



MULTCULTURALISMO


Estou debruçado sobre uma inquietante pesquisa que acaba de ser divulgada. Diz respeito a choques culturais, laicismos e a objeções de consciência, estas difíceis de serem regradas pelo Direito e muitas vezes usadas para disfarçar ódios



De pronto lembrei do Cassius Clay, que se converteu ao islamismo, virou Mohammad Ali e, imbuído de justo espírito pacifista, negou-se a se alistar militarmente para combater no Vietnã, em 1967.



Os fundamentalistas waahabitas, tipo Bin Laden e chefes talebans, fazem o contrário, ou seja, abriram uma guerra contra o Ocidente, partiram para o terrorismo e mataram inocentes, como ocorreu em 11 de setembro de 2001



Lembrei, ainda, do sucedido há poucos dias e que, hoje, virou motivo de festa no Irã do presidente Ahmadinejad. Refiro-me a recusa de Ashkan Dejagah de jogar, pela seleção de futebol da Alemanha, em TelAviv.



O armador Dejagah, de 22 anos, é iraniano. Ainda criança deixou Teerã e se transferiu com a família para a Alemanha. Ele tem dupla cidadania.



Por entender não ser caso de justificável objeção de consciência, o Conselho Hebraico Alemão formalizou pedido de seu afastamento da seleção alemã de futebol.



Está aí instaurado mais um choque, com desdobramentos internacionais.



Como frisei, a pesquisa supracitada mostra choques e paradoxos do multiculturalismo.



Na Inglaterra, para ter idéia, estudantes de medicina islâmicos recusam-se a participar de aulas sobre patologias ligadas ao uso de bebidas alcoólicas ou à promiscuidade sexual. São consideradas patologias de homens-impuros. Aí, nem adianta falar na ética de Hipócrates. E o “juramento” de Hipócrates ocorre, no Brasil, quando se concede o grau de médico (colação de grau).



Diante disso, diversas universidades já consultaram a Associação Médica Britânica. A questão posta é se o aluno, por motivo religioso, está dispensado de certas matérias e de avaliações sobre elas durante o curso.



Segundo a pesquisa, 1,8 milhão de britânicos professam a fé islâmica e os choques culturais aumentam, em especial entre os mais jovens. Os jovens tendem a radicalizar.



Nunca o termo “objeção de consciência” foi tão falado e gerou tantos artigos. Para o politicólogo norte-americano Francis Fukuyama, “o falimento do sonho multicultural mina os fundamentos da democracia”.



Para evitar constrangimentos e motivos a afastar a clientela, muitos supermercados ingleses proibiram, no seu interior, propagandas com cortesias, como a oferta de uma taça de vinho ou um copo de cerveja.



Em muitas farmácias londrinas, os islâmicos que trabalham estão sendo dispensados de atender mulheres interessadas em comprar a pílula do dia seguinte. E muitas delas fazem muitas perguntas sobre o produto e suas contraindicações.



A pesquisa mostra que 40% dos jovens britânicos e muçulmanos, -- entre 16 e 24 anos--, querem que a lei islâmica (sharia) entre em vigor no Reino Unido.



Na mesma faixa etária, 36% desses jovens entendem que o islâmico convertido a outra fé merece morrer.



A Associação Médica Islâmica, sediada em Londres, já divulgou diversos alertas. Disse que estudar os efeitos do abuso de ingestão de bebida alcoólica, conhecer as doenças venéreas e receber lições sobre aborto, servem para dar ao bom islâmico noções e argumentos para defender sua crença.



O pluralismo, a tolerância e a separação entre o Estado e a Religião, são conquistas, valores, do estado moderno.



Na prática, no entanto, ocorrem os choques e os paradoxos multiculturais. No mês passado, um policial da Scotland Yard negou-se, sob alegação de convicção religiosa, de integrar uma patrulha incumbida de dar segurança externa à embaixada de Israel, em Londres



Na Grã Bretanha, o novo premier, Gordon Brown, começa a encontrar resistências à sua política de unidade nacional em torno de valores democráticos. E essa resistência preocupa não só os britânicos. Adesões planetárias a conflitos podem se espalhar por todo o planeta. Basta lembrar o caso das charges ofensivas aos islâmicos.



Wálter Fanganiello Maierovitch.






Postado por Walter - Comente comentário(s)





Foto:Salvattore Cacciola.

UTILIDADE PÚBLICA: não confie ao da foto acima a entrega de presentes de Natal.



---- Cacciolla ganha Foro Privilegiado.-----


No principado de Mônaco, o “rei do inside information”, Salvattore Cacciola, continua preso e no aguardo de decisão sobre eventual extradição ao Brasil.


Ganha um prêmio deste blog aquele que conseguir descobrir a verdade sobre a remessa, via diplomática, dos documentos necessários para a Justiça de Mônaco apreciar o pedido brasileiro de extradição. Os jornais já noticiaram que estava tudo certo. Depois a informação mudou, no sentido de Justiça do principado ainda estar a aguardar a formaçização da solicitação de extradição: faltariam documentos.


O prêmio será um tinteiro enviado com cartão da caneta Margarida Rompicoglioni, que colabora com este blog.

E pensar que o nosso ministro da Justiça esteve em Montecarlo (Mônaco) e deixou a prova documental e o pedido em casa, ou melhor no Brasil. Inacreditável.


Por falar em inacreditável, o prestigioso site Migalhas (www.migalhas.com.br), que cuida acuradamente de questões jurídicas, fez uma descoberta, que passou despercebida: Em resumo, noticiou ter Cacciola ganhado foro privilegiado.

Confira o infrmado por Migalhas:

“Para blindar Henrique Meirelles (não é assim que se dizia na época ?), o governo editou a MP 207 que dava ao presidente do BC o status de ministro, o que trazia junto a prerrogativa de foro. Ao converter a MP em lei (11.036/04), o Congresso acresceu ao art. 2° da MP um parágrafo único, segundo o qual a competência especial por prerrogativa de função estende-se também aos atos administrativos praticados pelos ex-ocupantes do cargo de presidente do BC. Agora, utilizando-se dessa lei, a defesa de Salvattore Cacciola foi ao STF para anular a decisão da Justiça Federal, pois o co-réu em seu processo é o ex-presidente do BC Francisco Lopes. O STF deve dizer, coerentemente com o que já decidiu a respeito de foro especial para ex-autoridades (ADIn 2.797 - Lei 10.628/02), que é inconstitucional a extensão do privilégio aos ex-ocupantes de cargo. A propósito da lei 10.628/02 (24/12/02), foi o presente de Natal dado ao país pelo presidente FHC, sete dias antes de deixar as saudosas piscinas do Palácio da Alvorada.”

Wálter Fanganiello Maierovitch.


Postado por Walter - Comente comentário(s)






.



Os Pesadelos de Demi Moore e Sandra Ávila.




Por razões diferentes, Demi Moore e Sandra Ávila , -- duas mulheres belas e famosas--, deram-se mal no final de semana.



Demi Moore está sendo chantageada em US$1,0 milhão e a mexicana Sandra Ávila, -- conhecida pelo apelido de Rainha da Cocaína do Pacífico --, encont