Site CBN
  Wálter Maierovitch
Wálter Maierovitch
   
     
 




CRÈME DE LA CRÈME.


O diretor geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rodrigo Rato, espanhol de 58 anos, acaba de renunciar ao cargo. E renunciou por amor.


Faltavam dois anos para terminar mandato iniciado em maio de 2004.


Segundo os jornais espanhóis de hoje, Rato resolveu entregar-se aos encantos da jornalista Alicia Gonzáles, de 35 anos e da rede CNN. E, também, dedicar mais tempo aos três filhos do primeiro casamento com Maria Alarco.

Para evitar especulações maldosas, o divórcio de Rato consumou-se em 2002. Portanto, bem antes de iniciar o romance com Alicia.


Rato ficou internacionalmente conhecido como o responsável pelo “milagre econômico espanhol”, isto em razão das suas brilhantes atuações como ministro da Economia e vice-premier ( 1996 a 2004).


No e.mai enviado aos 2.716 funcionários do FMI, Rato mencionou razões pessoais como móvel da renúncia, ou seja, ajudar na instrução e formação dos seus três filhos.


Os periódicos espanhóis preferem atribuir a Alicia a decisão tomada por Rato de deixar o posto máximo no FMI. Foram dedicadas muitas páginas ao romance: Rato conheceu Alicia quando era ministro. Na ocasião, ela trabalhava no ministério da Economia, como assessora de imprensa.


Em 2004, Rato e Alicia passaram férias no Rio de Janeiro, com cupidos lançando flechas e nada de balas-perdidas...

A história de amor entre Rato e Alicia emociona. Em especial para quem vive no Brasil e teve o desprazer de ouvir o discurso de defesa de Renan Calheiros. Da cadeira da presidência do Senado, Renan deu tratamento humilhante à filha adulterina, nascida de romance mantido com a jornalista Mônica Veloso.


Vida longa a Rato e Alicia. Delanda à insensibilidade de Renan.


WFM-16.50 hs.


Postado por Walter - Comente comentário(s)






Estátua-candidata em silêncio.

No boletim Justiça e Cidadania, conversei com a Vanessa Di Sevo, destacada e premiada jornalista da CBN. O papo foi sobre a Operação no Morro do Alemão. Fizemos uma análise dos 58 dias de guerra, com 38 mortes e centenas de feridos.


Depois do balanço de quarta 27, com 19 mortos, fiquei com a nítida impressão de o governador Cabral ter aderido ao estilo-war de Bush. Claro, um no Iraque e o outro no Complexo do Alemão. Ambos com as suas guerras.



Acho que em face das ações espetaculares da polícia federal rendendo mídia e elogios merecidos, Cabral resolveu buscar o seu espaço no palco cênico do espetáculo, como fez o governador Serra há poucas semanas e a usar a sua polícia.


Além disso, na próxima semana, está para chegar o PAC da segurança no Rio. Isto ouve-se na rádio-corredor do Palácio do Planalto. Mais, com direito à presença de Lula e do ministro da Justiça no Rio.


Voltando um pouco. Depois do boletim Justiça e Cidadania com a Vanessa e do post abaixo, intitulado Remédio Amargo, minha caixa-postal eletrônica lotou.


Das mensagens eletrônicas, escolhi para transcrever, com autorização do autor , a excelente análise feita pelo Dr. Perkins Moreira, morador em Santo André-São Paulo. Segue, com aspas:


“-Desde o início da "operação militar" nos morros do Rio de Janeiro venho acompanhando os fatos por todos os meios de comunicação disponíveis. Algo que sempre me chamou a atenção desde o início foram as armas utilizadas pela polícia e principalmente as técnicas
empregadas, fato que relatei não só para a CBN como também para CBN e a Globo.


Os policiais utilizam fuzis calibre 7,62, com 3.800 metros dealcance(até onde o projétil chega) e que atravessam blindagens leves e os
coletes mais comuns. Pelas cenas que vemos na TV, os policiais apenas apontam os fuzis para a área onde acreditam estar os bandidos e
disparam, e alvos que estão a 1 ou 2 km de distância, não sabendo se existem ou não civis na área. Os projéteis disparados são militares, chamados "jaquetados", ou seja, um núcleo de chumbo envolvido por uma
capa de latão ou outro material, de modo a não se deformar tão
facilmente, o que o faria dispersar sua força e diminuir seu alcance.


Imagine então estes disparos nas frágeis moradias dos morros! Como você disse, não é uma guerra, onde do outro lado estão apenas os
inimigos, mas uma guerrilha, onde civis indefesos estão espalhados pelo campo de confronto. Como um câncer, você não pode simplesmente
arrancar a parte afetada, e sim atacar cirurgicamente o núcleo sem
matar o resto do órgão. O que a Força de Segurança Nacional está
fazendo é bombardear toda a área, destruindo células cancerosas e outras sadias.
Creio que algo mais inteligente deveria ser feito, certamente muito
mais difícil para os policiais, pois teriam de realmente subir os
morros, ao invés de simplesmente disparar a esmo. Se continuarem a matar civis, não tardará a surgir aqueles que apoiam os traficantes,o que seria um tiro pela culatra nesta operação já tão custosa.


O que é estranho é que vemos cenas filmadas facilmente onde aparecem
traficantes segurando fuzis passeando pelas ruas, alvos fáceis para
atiradores de elite, mas vemos apenas policiais mal entrincheirados
disparando sem alvos claros. Áreas não são isoladas, crianças não são
respeitadas, provoca-se um fogo cruzado onde alvos podem estar a
quilómetros, como o senhor atingido no peito enquanto abastecia seu
carro.


Realmente, acredito que esta operação poderá até chegar a um fim, com
a eliminação ou a desistência dos traficantes do local, mas não sem
antes matar inúmeras pessoas inocentes, trabalhadores, mães e pais de
família, e até crianças a caminho da escola, o que não é uma conta
vantajosa".


WFM, 18,20hs


Postado por Walter - Comente comentário(s)





REMÉDIO AMARGO ! ! !


Foi infeliz o secretário de segurança do Rio de Janeiro ao usar a expressão “remédio amargo”. Isto para justificar as 38 mortes e os mais de 100 casos de pessoas feridas na operação policial que se desenvolve no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.


A operação teve início no dia 2 de maio passado e consta ter sido planejada durante dois meses. Só que faz 58 dias que os moradores do complexo do Alemão,--sem vínculo com o crime organizado-- estão entregues à própria sorte: vulneráveis


Numa correta chave-de-leitura, remédio amargo significa muito mais do que conformismo. A expressão pode ser entendida, pelos policiais civis e militares em ação, como autorização para matar.


Absurdamente, não constou do planejamento da operação blindagem aos moradores. Estes estão no meio do fogo cruzado, entre forças de ordem e criminosos organizados.


Nas favelas do Complexo do Alemão, a palavra de ordem virou o “Salve-se quem Puder”.


Até a estátua-candidata do Cristo Redentor sabe que o Estado precisa reconquistar territórios e retomar o controle social. Mas para isso, “modus e rebus”, diria o sacristão do tempo em que as missas eram em latim.


Para a retomada e a reconquista supracitadas, não se parte para uma guerra urbana cega, com os cidadãos-favelados entregues à própria sorte.


Nos conflitos bélicos entre policiais e traficantes, virou norma no Rio colocar os civis-inocentes como mero circunstantes. Até tanque do Exército já apontou para favela populosa, isso em de busca de armas furtadas de quartel: armas que foram devolvida, após acordo com a criminalidade organizada.


Existem caminhos outros para reconquistar territórios e retomar o controle social. O primeiro e principal passa pelo saneamento das policiais. São policiais corruptos, vendidos, que dão proteção às associações delinqüenciais.


A título de exemplo, as outras veredas que podem ser trilhadas consistem em (1) infiltrações policiais, (2) postos permanentes de observações e coletas de informações, (3) policiamento ostensivo e, principalmente, (4) reconquista do apoio dos membros das comunidades.


Demonstrações de força,-- sem a certeza de que o território será mantido no futuro--, significa jogar para a platéia. Ou melhor, jogar para platéia que está fora dos morros.


Secar as fontes de sustentação financeira das organizações é a melhor e o mais lógico dos caminhos. Sem recursos financeiros, o crime organizado não se sustenta. Desfalcar a organização criminosa, além da eficiência e resultados visíveis a curto prazo, evita derramamento de sangue e risco ao cidadão inocentes.


No mundo inteiro, as organizações criminosas, de matriz mafiosa, submergem quando guerreadas pelo Estado. Mas. só submergem para se reorganizar, preparar ataques de surpresa, difundir o medo junto à comunidade.


Depois do embate de ontem, com 19 mortos e uma infinidade de balas-perdidas, o crime organizado ainda resiste. Mantém áreas ocupadas. E o seu líder, José Souza Ferreira, vulgo Tota, ainda não foi alcançado pela polícia.


Até agora, uma coisa é certa. Ao optar pela guerra, o governo do Rio poderá transformar essa populosa zona urbana num outro Iraque.

WFM, 12,15hs.


Postado por Walter - Comente comentário(s)




Coisas da Cosa Nostra e de Catanduvas.


Recebi um e.mail. De morador do município paranaense de Catanduvas. Lógico, ouvinte da CBN e do boletim Justiça e Cidadania.

Lá pelas linhas tantas da mensagem eletrônica, ele revelou preocupação, - receio-, por morar perto do presídio federal de Catanduvas. Aquele alardeado pelo então ministro Márcio T. Bastos como de segurança máxima e o máximo.

Na resposta, brinquei, respeitosamente. Lembro ter escrito que o ouvinte queixava-se de barriga-cheia. Pelos meus lados, a situação era pior, com risco de seqüestro relâmpago, bala-perdida. Isso fora a possibilidade de cruzar com Paulo Maluf, Orestes Quércia, Jarder Barbalho, Delúbio Soares e quejandos.


Para surpresa, o supracitado ouvinte concordou comigo e, também, revelou o seu lado irônico. Ele apenas pediu para seu nome não ser revelado “por questão de segurança” .
O tempo passou e o jornal O Globo noticiou que o Beira-Mar já é líder no presídio federal de Catanduvas e recebe favores ilegais de agentes penitenciários.

Muitos desses agentes são réus em processos criminais por tráfico de drogas e homicídios.

Fora isso, o presídio de Catanduvas já teve os seus dias de Abu-Graib. Segundo relatório da Polícia Federal, quatro agentes penitenciários torturaram presos.

Em resumo, fiquei com o “Mico” e sapequei um e.mail com reflexões sobre Coisas da Cosa Nostra (Cose di Cosa Nostra) e Coisas de Catanduva.

Com efeito. Lembrei dos autos do processo contra o mafioso Gaspari Mutolo. Ele se tornou um colaborador da Justiça italiana e recebeu o benefício da delação premiada.

Gaspari Mutulo contou que para um mafioso é melhor estar na cadeia com dinheiro do que permanecer em liberdade “al verde”, ou seja, sem dinheiro, “duro”.

Como no Brasil a regra para corruptos e fraudadores é a impunidade e a recuperação do prejuízo ao erário é sempre insignificante, a frase do mafioso cai no vazio. Jamais deixaremos delinqüentes de alto coturno “al verde”.

O presídio de Catanduvas não é monitorado 24 horas, conforme prometido. Contrariando o regulamento, existe contato direto dos agentes penitenciários com os presos. Fora isso, não existe plano para contenção de rebeliões e incêndios.

Os equipamentos de vídeo-conferência do presídio de Catanduvas são incompatíveis com os das Justiças estaduais. Ou seja, continuam o turismo judiciário e os deslocamentos por aviões.

Pano Rápido. No Brasil, é de boa-cautela viver com as mãos para o alto, como num assalto.

WFM, 27/6/2007, às 17,40hs.


Postado por Walter - Comente comentário(s)




Cai o Rei de Copas.

Consumada a invasão do Iraque, o governo Bush estabeleceu os prêmios pelas cabeças do raís Saddam Hussein, dos dois filhos do ditador e de destacados ex-servidores do regime derrubado.

Todos com cabeça-a-prêmio viraram carta de baralho, espalhadas pelas tropas invasoras por todo o Iraque.

O rei de copas do baralho de Bush era o primo de Saddam, apelidado de Ali, o Químico.

Na Operação Anfal e em obediência às ordens do raís, foram eliminados, com emprego de armas químicas, 150 mil curdos, todos residentes em território iraquiano.


Os genocídios ordenados por Saddam foram executado por Ali, o Químico, cujo nome completo é Ali Hassan al-Majid.

A partir de hoje, Ali, o Químico, terá exatos 30 dias de vida. No domingo ele fora condenado à forca pelo juiz Mohammed Oreibi al-Khalifa. A sentença que impôs a pena capital tornou-se pública, com afixação em diversos locais, nesta quarta 27.

Por ironia, o julgamento ocorreu na antiga sede do partido Baat, transformado em Tribunal. Ao Baat pertenciam Saddam e o primo Ali, o Químico.

Saddan também era parte no processo Anfal, quando iniciado em agosto de 2006. Acabou excluído, pois executado em 30 de dezembro de 2006, diante de condenação no processo pela massacre de Dujail: 150 iranianos xiitas massacrados em 1982.

A sentença condenatória de Ali, o Químico, tromba com a deliberação da presidente de turno da União Européia, Ângela Markel. Ela protocolou representação às Nações Unidas reiterando postulação da Itália. Isto no sentido de ser decretada uma moratória (suspensão) acerca da pena capital, até que os 189 estados-membros da ONU deliberem sobre a sua proibição, em convenção.

Como se sabe, China e EUA, membros permanentes do Conselho de Segurança, admitem a pena de morte. Na China, segundo a Anistia Internacional, a pena capital é imposta com freqüência e em processos secretos.

Nenhum país membro da União Européia pode estabelecer legislação impondo pena de morte.

No caso Ali, o Químico, co-autor de crimes de genocídios, será aplicada uma espécie de lei de Talião. Não se fez Justiça, mas se praticou vingança.

Mais ainda, lamentável não ter sido julgado pelo Tribunal Penal Internal, que não é aceito pelos EUA.

WFM. 27/6/2007, às 17 horas.


Postado por Walter - Comente comentário(s)




ARTE DE PROCUSTO NO SENADO.
De pronto, é bom esclarecer que não se trata de espalhar vacas de fibra de vidro pelo Parlamento.


Também nada semelhante ao conhecido e maravilhoso projeto de intervenção urbana implantado em 2006. Aquele que, pelas ruas dos nossos grandes centros urbanos, espalhou vacas coloridas. Isto para quebrar o cinza das cidades.


A arte de Procusto -( imagem ao lado)- que chegou ao Senado é diferente.


Deve ser vista à luz do processo que envolve Renan Calheiros. O presidente Renan -- e os seus aliados-- pretendem protelar, --alongar para cair no esquecimento--, o processo por quebra de decoro.


Só para recordar. Consta da clássica mitologia grega que Procusto oferecia hospedagem aos viajantes perdidos nas noites de Ática.


Se o hospede era menor do que a leito, o monstro Procusto esticava-lhe os membros com roldanas e cordas. Assim, o corpo destruído se encaixava, --sob medida--, no leito de Procusto. No caso de hóspede maior que o tamanho do leito, Procusto cortava-lhe os membros.


No caso do processo por quebra de decoro, Renan, --com o metro de Procusto—quer cortar um figurino apropriado para barrar a busca da verdade, liquidando com a lógica jurídica.


Para protelar, no momento, a “turma” dirigida por Renan anunciou a busca de nulidades processuais. Espiolhar nugas, como dizia Ruy Barbosa. Tudo para emperrar o processo e evitar o julgamento. Ora, isto nunca foi tática de acusado inocente.


Depois de enfrentar o minotauro em Creta, Teseo teve outro embate importante. Ou seja, Teseo matou Procusto. Na mesma cama que o monstro torturava e executava os viajantes.


Com a protelação, Renan está a deitar na cama de Procusto.

WFM, 11,40hs.


Postado por Walter - Comente comentário(s)





BOCA DA VERDADE II.

No pórtico da igreja de Santa Maria in Cosmedin, construída em Roma no século VI, está a Boca da Verdade (Bocca della Verità). A Boca da Verdade faz parte de uma máscara medieval, em mármore pavonazzetto e colocada na referida igreja em 1632.

Com cara de poucos amigos e olhos aterrorizantes, a máscara representa uma divindade fluvial (do rio Tevere). Segundo uma lenda medieval, o suspeito de enganar o povo era obrigado a colocar a mão na boca da divindade.

A mão do mentiroso era mordida e decepada pela Boca da Verdade. Para o veraz, nenhum problema. O primeiro a ter a mão cortada foi o mago Virgílio, sempre conforme a lenda.

Pedir a máscara emprestada para levá-la a Brasília e colocá-la no Senado seria uma boa. Os senadores Renan Calheiros (PMDB-Al) e Joaquim Roriz (PMDB-DF) poderiam colocar uma das mãos na Boca da Verdade.

O problema é que os advogados invocariam a nossa Constituição da República. Nela está escrito que ninguém está obrigado a se auto-acusar, ou melhor, produzir prova contra si próprio.


Roriz, ex-governador do Distrito Federal e atual senador, começou a viver “dias de Renan”, ou melhor, pesadelos. No final de semana, matéria da revista Época revelou o teor de interceptação telefônica colhida no âmbito da Operação Aquarela da polícia federal. Pelo divulgado, Roriz acertou a divisão de R$2,2 milhões, - de origem desconhecida- no escritório do maior acionista da empresa aérea Gol, conhecido por Nenê Cosntantino.


O corregedor do Senado, em entrevista, afirmou que pedirá esclarecimentos. Aliás, grande novidade. Caso não solicitasse estaria a cometer crime de prevaricação, tipificado no Código Penal: “retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício . . .”
Mais uma vez, o vazamento de um grampo coloca um político conhecido em dificuldade. Vamos nos preparar para os ataques aos vazamentos e a tentativa de regulamentação das interceptações telefônicas, de modo a que permaneçam no mais absoluto sigilo.

Na semana passada e em face de vazamento de grampos, o ministério da Justiça da Itália resolveu elaborar um projeto de lei para evitar vazamentos.

O projeto italiano vazou na imprensa. Dele consta que o responsável do jornal que publicar teor de grampo responderá a processo criminal. O ministro da Justiça, Clemente Mastella, desmentiu a elaboração do projeto, sem convencer.

WFM, 12,50hs.


Postado por Walter - Comente comentário(s)



BOCA DA VERDADE


Os livros de criminologia ensinam que o inocente não tem medo da produção de provas, ao contrário do delinqüente. Isto ocorre porque o inocente sabe que prevalecerá a verdade. Assim, ele facilita a tramitação do processo e não usa estratégias protelatórias ou dirigidas a desviar o foco da acusação.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, afasta-se do proceder padrão dos inocentes.

Depois da frustrada tentativa de juntar documentos duvidosos para sepultar sumariamente o processo disciplinar interno por quebra de decoro parlamentar, o senador Renan busca novas estratégias. Todas com o objetivo de atrasar o esclarecimento da verdade.

Alguns parlamentares, com tese digna de rábula de porta-de-cadeia, querem que o processo interno por quebra de decoro seja encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ora, não é o STF que decide sobre decoro de senador. Ele apura e decide a respeito de crimes cometidos por aqueles que gozam de foro privilegiado.

Como se percebe, querem emgambelar o cidadão-honesto. Tais rábulas do leguleio sabem que o STF levará anos para decidir. E decidirão que a questão é "interna corporis", ou seja, algo da atribuição exclusiva do Senado da República.


WFM, às 11,30 hs.

Postado por Walter - Comente comentário(s)



 
     
  PERFIL
   
 

Wálter Fanganiello Maierovitch, 60 anos, é comentarista da CBN, colunista da revista Carta Capital e colaborador da revista italiana Narco-Mafie. Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo e presidente e fundador do Instituto Brasileiro Giovanni Falcone de Ciências Criminais, é também professor de pós-graduação em direito penal e processual penal, além de professor-visitante da Universidade de Georgetown (Washington-EUA). É conselheiro da Associação Brasileira dos Constitucionalistas-Instituto Pimenta Bueno da Universidade de São Paulo (USP), ex-secretário nacional antidrogas da Presidência da República, titular da cadeira 28 da Academia Paulista de História.


e-mail:
jc@cbn.com.br

Para acompanhar a CBN via internet, clique aqui:

CBN São Paulo


  FAVORITOS
 
Instituto Brasileiro Giovanni Falcone de Ciências Criminais

Jornal Valor Econômico

Rádio CBN


Fim de expediente


Ouça os Boletins
 
  ARQUIVO BLOG
   
  23/07/2008 - 22/08/2008 23/06/2008 - 23/07/2008 24/05/2008 - 23/06/2008 24/04/2008 - 24/05/2008 25/03/2008 - 24/04/2008 24/02/2008 - 25/03/2008 25/01/2008 - 24/02/2008 26/12/2007 - 25/01/2008 26/11/2007 - 26/12/2007 27/10/2007 - 26/11/2007 27/09/2007 - 27/10/2007 28/08/2007 - 27/09/2007 29/07/2007 - 28/08/2007 29/06/2007 - 29/07/2007 30/05/2007 - 29/06/2007
   
 
       
Rádios Especiais PodCast Busca Ajuda GloboRadio